Responsabilidade Civil Profissional
Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Advogados
Uma perda de prazo ou uma falha técnica pode gerar a responsabilização do advogado pelo prejuízo do cliente. O seguro E&O protege o seu escritório, a sua reputação e o seu patrimônio.
A advocacia lida com prazos fatais e decisões de alto impacto financeiro para o cliente. Basta um deslize — um prazo perdido, uma orientação equivocada, uma falha de acompanhamento — para que o prejuízo do cliente se transforme em uma ação de responsabilidade civil contra o advogado ou o escritório. E, mesmo quando a acusação é infundada, defender-se custa caro: são honorários, perícia e anos de processo. O seguro de RC Profissional (Errors & Omissions) garante que a sua banca não arque sozinha com esse risco: ele custeia a defesa desde o primeiro momento e responde pela indenização devida, dentro das condições contratadas.
O risco real
O que pode dar errado — e custar caro
Perda de prazo processual
O sinistro mais comum: a perda de um prazo fatal que causa dano ao cliente e gera pedido de indenização.
Perda de uma chance
Deixar de recorrer, de contestar ou de praticar um ato retira do cliente a chance real de um resultado melhor — hipótese consolidada na jurisprudência.
Erro ou omissão técnica
Falha na condução da causa, em parecer, em contrato ou em orientação que resulta em prejuízo ao cliente.
Falha de acompanhamento processual
Movimentação não monitorada, intimação não cumprida ou recurso não interposto no prazo.
Quebra do dever de informação ou de sigilo
Deixar de informar o cliente sobre riscos e alternativas, ou expor informação confidencial, gera responsabilização própria.
Exposição do escritório e dos sócios
A ação pode atingir a sociedade, os sócios e os advogados associados, além de afetar a reputação da banca.
Ação anos após o fato
A reclamação costuma chegar muito depois do serviço prestado — e, sem a retroatividade correta, a apólice pode não alcançá-la.
Sinistros típicos
Situações reais que o seguro resolve
- Cliente processa o advogado por perda de prazo que inviabilizou um recurso — o seguro custeia a defesa e a indenização.
- Ação por perda de uma chance após deixar de interpor recurso cabível, retirando do cliente a chance de reverter a decisão.
- Pedido de indenização por suposta orientação equivocada que gerou prejuízo financeiro ao cliente.
- Reclamação por falha no acompanhamento processual que resultou em revelia ou em preclusão.
- Erro na elaboração de contrato, parecer ou due diligence que causou prejuízo ao cliente.
- Ação por descumprimento do dever de informar o cliente sobre riscos, custos ou alternativas da estratégia.
- Reclamação decorrente de suposta quebra de sigilo ou exposição indevida de informação confidencial.
Responsabilidade técnica e legal
A sua responsabilidade — e como o seguro responde por ela
O advogado é responsável pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa (Estatuto da Advocacia e da OAB, Lei nº 8.906/1994, art. 32). Como profissional liberal, sua responsabilidade pessoal é apurada mediante a verificação de culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º) — é preciso demonstrar imprudência, negligência ou imperícia, o dano sofrido pelo cliente e o nexo entre um e outro.
A advocacia é, em regra, uma obrigação de meio: o advogado se compromete a atuar com diligência e técnica, não a garantir o êxito da causa. Perder uma ação não gera, por si só, dever de indenizar. A responsabilização depende de demonstrar uma falha concreta — como a perda de um prazo fatal — e o prejuízo dela decorrente.
Um mesmo fato pode gerar frentes distintas: a cível (indenização ao cliente), a disciplinar (processo ético na OAB) e, em casos específicos, a criminal. São esferas independentes, que podem correr ao mesmo tempo. O seguro de Errors & Omissions atua sobre a responsabilidade civil: custeia a defesa técnica e a eventual indenização — não sobre sanções da OAB nem sobre penalidades pessoais.
Como muitas ações surgem tempos depois do fato, a configuração de retroatividade e de prazo complementar da apólice é um ponto central — e a GVM estrutura isso com você para que não haja lacuna no seu histórico profissional.
Conteúdo informativo, com base na legislação vigente; não substitui orientação jurídica individualizada. As coberturas seguem as condições gerais da apólice contratada.
A cobertura
O que o seguro cobre
Indenizações a clientes
Danos causados por erros ou omissões no exercício da advocacia, conforme a apólice.
Custos de defesa
Honorários, perícias e custas em ações de responsabilidade civil profissional, acionados pela reclamação.
Danos morais
Reparação por dano moral atribuído à falha profissional, conforme as condições contratadas.
Cobertura para o escritório
Proteção para a sociedade, os sócios e os advogados associados, conforme a estrutura contratada.
Data de retroatividade
Cobre fatos geradores anteriores ao início da apólice, desde que a reclamação surja durante a vigência.
Prazo complementar e suplementar (tail)
Janela para reportar reclamações após o fim da apólice — essencial ao trocar de seguradora ou encerrar a atividade.
Exclusões comuns
- •Atos dolosos ou fraudulentos e lide temerária em conluio com o cliente.
- •Penalidades e sanções disciplinares da OAB.
- •Multas e sanções administrativas ou criminais, que são pessoais e não seguráveis.
- •Devolução de honorários contratuais recebidos.
- •Fatos geradores anteriores à data de retroatividade contratada.
- •Reclamações e circunstâncias já conhecidas antes do início da apólice.
Quanto custa
O que influencia o preço do seguro
O preço do seguro de RC para advogados (E&O) depende do risco que a sua atuação representa. Uma banca de contencioso com causas de alto valor e uma advocacia consultiva de baixo volume têm prêmios bem diferentes para a mesma cobertura. Não há tabela única — o que se pode afirmar é o que entra na conta.
Porte da banca
Número de advogados e faturamento do escritório formam a base de cálculo — de autônomo a sociedade de grande porte.
Área de atuação
Contencioso de alto valor, tributário, societário e empresarial expõem mais do que áreas consultivas de menor risco.
Limite de indenização (LMI)
Quanto maior o teto contratado por reclamação e no agregado anual, maior o prêmio. Causas de alto valor pedem limites maiores.
Retroatividade
Cobrir fatos anteriores à apólice (data de retroatividade) protege o seu histórico profissional e entra no cálculo.
Histórico de sinistros
Reclamações anteriores e a existência de controles internos de prazo influenciam a avaliação da seguradora.
O valor exato sai depois de entendermos o perfil da banca e o volume de processos. A cotação com a GVM é gratuita e sem compromisso: comparamos as principais seguradoras e trazemos a melhor relação entre cobertura e preço.
Para quem é
Este seguro é indicado para você se…
- Advogados autônomos e profissionais liberais.
- Escritórios de pequeno, médio e grande porte.
- Bancas com alto volume de prazos e processos (contencioso de massa).
- Advogados de áreas de maior exposição (tributário, empresarial, societário, contencioso de alto valor).
- Advogados associados e de sociedades unipessoais de advocacia.
- Advogados empregados (CLT) que podem ser citados nominalmente em ações.
- Advogados recém-inscritos na OAB que já assumem causas e prazos.
Por que a GVM
Uma corretora que conhece o seu mundo
Na GVM Consulting estruturamos apólices de Responsabilidade Civil Profissional para advogados autônomos e escritórios de todos os portes. Conhecemos a dinâmica de prazos, a forma como as ações de responsabilidade surgem — quase sempre tempos depois do serviço — e o que as seguradoras avaliam. Usamos isso a seu favor para construir uma proteção que faz sentido para a sua banca, e não uma apólice genérica que só decepciona no sinistro.
Nosso compromisso vai além da contratação. Quando o seguro precisa ser acionado, a GVM orienta cada passo e acompanha você. É no sinistro que uma boa corretoria se prova. Este guia reúne o que todo advogado deveria entender sobre o seguro de RC Profissional antes de decidir.
A responsabilidade civil do advogado
O ponto de partida é o Estatuto da Advocacia e da OAB (Lei nº 8.906/1994). Pelo seu art. 32, o advogado responde pelos atos que, no exercício profissional, praticar com dolo ou culpa. Não basta o cliente ter tido um prejuízo: é preciso demonstrar a falha do advogado, o dano sofrido e o nexo de causalidade entre um e outro.
Como profissional liberal, a responsabilidade pessoal do advogado é apurada mediante a verificação de culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º). Ou seja, é preciso comprovar imprudência, negligência ou imperícia — a responsabilidade não é automática pelo simples resultado desfavorável. Isso torna a defesa técnica decisiva: demonstrar que a conduta seguiu a boa prática, com registro adequado do trabalho e comunicação clara ao cliente, é o que separa a absolvição da condenação.
Vale a distinção entre as esferas. Um mesmo fato pode gerar uma ação cível (indenização ao cliente), um processo disciplinar na OAB (que apura infração ética e aplica sanções como censura, suspensão, exclusão ou multa) e, em casos específicos, uma frente criminal. São independentes e podem correr ao mesmo tempo. O seguro de RC Profissional atua sobre a esfera cível — a que costuma atingir o patrimônio e envolver os maiores valores.
Obrigação de meio: o advogado não garante o resultado
Um conceito jurídico define boa parte da exposição da advocacia. Em regra, a atuação do advogado é uma obrigação de meio: o compromisso é empregar diligência, técnica e conhecimento na defesa do interesse do cliente, não garantir a vitória na causa.
Isso tem uma consequência prática importante: perder uma ação não gera, por si só, dever de indenizar. O revés pode decorrer da prova, do entendimento do juízo, do mérito do próprio direito — fatores que não estão sob controle do advogado. Para haver responsabilização, é preciso identificar uma falha concreta na condução do trabalho, e não apenas o desfecho desfavorável.
A questão é que algumas falhas são inequívocas e retiram do cliente algo que ele tinha — e é aí que mora o risco real do advogado. A mais clássica delas é a perda de prazo.
A perda de prazo: o sinistro clássico
A perda de um prazo fatal é a hipótese mais comum de responsabilização do advogado, e o sinistro que mais aciona a apólice de E&O. Deixar de contestar, de recorrer, de cumprir uma intimação ou de praticar um ato dentro do prazo pode causar preclusão, revelia ou o trânsito em julgado de uma decisão desfavorável — resultados que, muitas vezes, seriam evitáveis.
O que torna esse risco tão sensível é que ele independe da qualidade técnica do advogado. Uma banca excelente, com causas bem fundamentadas, pode perder um prazo por falha de agenda, erro de controle interno, problema no sistema ou simples sobrecarga. Quanto maior o volume de processos, maior a probabilidade estatística de que, em algum momento, um prazo escape.
Do ponto de vista do seguro, a perda de prazo é o exemplo didático de erro ou omissão coberto: houve uma falha, houve um dano potencial ao cliente e há nexo entre os dois. A defesa custeada pela apólice costuma discutir, então, um ponto decisivo — se o ato perdido teria mesmo mudado o resultado. É o que a jurisprudência trata como perda de uma chance.
A teoria da perda de uma chance
Nem toda perda de prazo gera indenização integral, e é aqui que a advocacia tem uma particularidade relevante. Quando o advogado deixa de praticar um ato — não recorre, não contesta, não ingressa com a ação a tempo —, o que o cliente perde não é necessariamente a vitória, mas a chance de obtê-la.
A jurisprudência brasileira, com destaque para o STJ, consolidou a teoria da perda de uma chance: o advogado responde por privar o cliente de uma oportunidade real e séria de um resultado melhor. Dois pontos são centrais nessa lógica:
- A chance perdida precisa ser concreta, não meramente hipotética. Se o recurso não interposto não tinha qualquer viabilidade, não há dano indenizável — a chance era inexistente.
- A indenização recai sobre o valor da chance, e não sobre o valor integral do que se buscava. Perder a chance de reverter uma condenação de determinado valor não equivale, automaticamente, a indenizar aquele valor cheio; mede-se a probabilidade que foi retirada do cliente.
Para o advogado, essa teoria é uma faca de dois gumes. De um lado, evita condenações desproporcionais por resultados que talvez nunca viessem. De outro, deixa claro que a omissão em um ato viável é, sim, fonte de responsabilidade. A apólice de E&O é estruturada exatamente para responder a esse tipo de reclamação, dentro das condições contratadas.
Erro técnico, dever de informação e sigilo
A perda de prazo é a hipótese mais visível, mas o risco da advocacia vai além dela. A responsabilização pode surgir de diferentes falhas no exercício profissional:
- Erro técnico de condução. Estratégia processual inadequada, tese mal escolhida, pedido formulado de forma equivocada ou falha na instrução probatória que compromete a causa.
- Falha em atos consultivos. Um parecer equivocado, um contrato mal redigido, uma due diligence que deixa passar um passivo relevante — em áreas consultiva, societária e de M&A, o erro pode gerar prejuízos elevados ao cliente.
- Descumprimento do dever de informação. O advogado tem o dever de esclarecer o cliente sobre riscos, custos, prazos e alternativas da estratégia. Deixar o cliente decidir sem informação adequada — por exemplo, não comunicar a chance real de derrota ou o custo de sucumbência — é fonte frequente de reclamação.
- Quebra do sigilo profissional. O sigilo é um dos pilares da relação com o cliente. Expor informação confidencial, ainda que sem intenção, pode gerar dano indenizável na esfera cível, além de repercussão ética na OAB.
Cada uma dessas frentes tem um peso diferente conforme a área de atuação. A leitura correta desses riscos é o que permite dimensionar a cobertura — e é parte do trabalho consultivo que a GVM oferece a profissionais liberais e autônomos.
Como funciona a apólice: base de reclamações (claims-made)
A RC Profissional de advogados no Brasil é comercializada, em regra, à base de reclamações (o modelo claims-made). Entender essa lógica é o que evita a maior armadilha do produto.
Numa apólice à base de reclamações, o que dispara a cobertura não é apenas a data do serviço, mas o momento em que a reclamação é apresentada contra você. Para a apólice responder, dois pontos precisam coincidir:
- A reclamação chega durante a vigência da apólice (ou no prazo de reporte previsto).
- O fato gerador ocorreu após a data de retroatividade contratada.
Isso é diferente do modelo à base de ocorrências, em que basta o fato ter acontecido durante a vigência. Na advocacia, em que a ação de responsabilidade costuma nascer anos depois do serviço prestado — muitas vezes só depois de o processo original terminar mal —, a base de reclamações torna dois elementos decisivos: a data de retroatividade e o prazo de reporte após o fim do contrato.
Data de retroatividade
A retroatividade é a data a partir da qual os fatos passam a estar cobertos. Quanto mais para trás ela alcança, mais o seu passado profissional fica protegido. Ao contratar o primeiro seguro, o ideal é buscar retroatividade que cubra o tempo de atuação; ao trocar de seguradora, o cuidado é preservar a data já conquistada — perder essa data abre um buraco no seu histórico. Explicamos esse mecanismo em detalhe no guia sobre retroatividade no seguro de RC.
Prazo complementar e suplementar (tail)
Quando a apólice termina — porque você trocou de seguradora, reduziu a atividade, se aposentou ou encerrou a banca —, ainda podem surgir reclamações sobre serviços do passado. Para isso existe o prazo de reporte estendido, o chamado tail:
- Prazo complementar: costuma ser automático e mais curto, garantido pelas condições da própria apólice.
- Prazo suplementar: é contratado à parte e mais longo, indicado para quem encerra a atividade e quer manter a proteção sobre o que já produziu.
É por isso que a RC de advogados não é um produto que se “liga e desliga” sem consequências. A GVM cuida dessas transições para que você nunca fique com um período descoberto.
Custos de defesa: o benefício mais usado
Muita gente contrata pensando na indenização ao cliente. Na prática, o benefício que mais se usa são os custos de defesa: honorários do advogado que fará a sua defesa, perícia e custas processuais.
Esses custos são acionados pela existência da reclamação, e não pela procedência dela. Ou seja: mesmo quando a ação é improcedente — e boa parte é —, o seguro já esteve trabalhando por você desde o primeiro momento, arcando com a defesa que, sem apólice, sairia do seu bolso. Há uma ironia útil aqui: o advogado, que defende terceiros o tempo todo, quando é réu precisa contratar a própria defesa e concentrar-se nela em vez de tocar os clientes. Numa ação que se arrasta por anos, é frequentemente aqui que o seguro mais se paga.
Escritórios, sócios e advogados associados
O desenho da apólice muda conforme a estrutura da banca, e esse é um ponto que costuma ser mal resolvido.
Numa ação de responsabilidade, o cliente prejudicado tende a citar todos os potenciais responsáveis: o advogado que conduziu o caso, a sociedade de advogados e, muitas vezes, os sócios. Por isso, a proteção precisa acompanhar a realidade do escritório:
- Advogado autônomo ou sociedade unipessoal. A apólice protege o profissional e a sua estrutura individual.
- Sociedade de advogados. A cobertura pode abranger a sociedade, os sócios e os advogados associados que atuam sob a banca, conforme contratado. É o desenho mais comum em escritórios com equipe.
- Advogado associado ou empregado. Mesmo atuando sob a estrutura de terceiros, o profissional pode ser citado nominalmente. A apólice da banca protege a banca — nem sempre o advogado individualmente. Avaliar uma cobertura própria pode fazer sentido, sobretudo para quem tem patrimônio a preservar.
Uma atenção especial vale para quem entra ou sai de uma sociedade: a responsabilidade por um trabalho não desaparece quando o vínculo muda, e a estrutura de retroatividade e de tail é o que garante que o passado continue coberto. Se você tem escritório com equipe, veja também como estruturamos a proteção completa para escritórios de advocacia, que combina a RC Profissional com a cobertura do estabelecimento, dos equipamentos e dos dados.
Riscos por área de atuação
O seguro não é igual para todos porque o risco não é. A GVM dimensiona a apólice à sua área real de atuação.
- Contencioso de massa. Alto volume de processos e prazos simultâneos. O risco central é a perda de prazo por falha de controle — limite adequado e boa gestão de agenda são o centro da conversa.
- Tributário. Causas de valor elevado e teses de resultado incerto. Um erro de estratégia ou de prazo pode gerar prejuízo expressivo ao cliente.
- Societário, empresarial e M&A. Contratos, pareceres e due diligence de alto impacto financeiro. O erro consultivo pode custar caro, o que puxa os limites para cima.
- Consumidor, família e trabalhista. Grande volume de clientes pessoa física, com forte expectativa de resultado e reclamações por dano moral e por falha de informação.
- Advocacia consultiva de baixo volume. Menor exposição a prazos, mas atenção redobrada à qualidade dos pareceres e ao dever de informação.
Cada área puxa o desenho da apólice para um lado — e é por isso que uma cotação bem feita começa por entender exatamente o que você faz.
Dados dos clientes, LGPD e cyber
O escritório de advocacia é um repositório de informação sensível: dados pessoais, documentos sigilosos, estratégias, segredos de negócio dos clientes. Isso cria uma exposição que a RC Profissional cobre apenas em parte.
Um vazamento de dados, um sequestro de arquivos por ransomware ou uma falha de sistema podem gerar tanto responsabilização perante os clientes quanto sanções sob a LGPD, além de um dano de reputação difícil de reverter. Parte desse risco é de responsabilidade civil profissional; parte é endereçada por um seguro cyber empresarial, que responde por incidente de dados, notificação e resposta a ataque. Na estruturação, verificamos se o perfil da sua banca justifica essa camada adicional.
Há ainda uma fronteira que merece atenção: advogados que também assumem funções de administração, conselho ou gestão em empresas de clientes atuam fora do escopo da RC do advogado. Essa exposição é própria dos administradores e costuma ser endereçada por um seguro de D&O. A GVM avalia se o seu caso pede as duas coberturas.
O que a apólice cobre — e o que não cobre
De forma geral, e sempre conforme as condições contratadas, a RC Profissional de advogados cobre:
- Indenizações a clientes por danos decorrentes de erro ou omissão no exercício da advocacia.
- Custos de defesa: honorários, perícia e custas em ações cíveis.
- Danos morais atribuídos à falha profissional.
- Reclamações por perda de prazo, perda de uma chance e falha de acompanhamento processual.
- Fatos anteriores ao início da apólice, respeitada a data de retroatividade.
E, em regra, não cobre:
- Atos dolosos ou fraudulentos, e a lide temerária praticada em conluio com o cliente para lesar a parte contrária.
- Penalidades e sanções disciplinares da OAB, que são pessoais e não seguráveis.
- Multas e sanções administrativas ou criminais.
- Devolução de honorários contratuais já recebidos.
- Reclamações e circunstâncias já conhecidas antes da contratação.
- Fatos geradores anteriores à data de retroatividade contratada.
A leitura correta das exclusões é parte do trabalho da corretora. Muita frustração no sinistro nasce de uma atividade mal declarada — e é isso que evitamos na largada, descrevendo com precisão as áreas de atuação e o perfil da banca.
O que move o preço
Não há tabela única. O prêmio nasce do seu risco, e os principais fatores são:
- Porte da banca: número de advogados e faturamento formam a base de cálculo.
- Área de atuação: contencioso de alto valor, tributário e societário pesam mais que a consultiva de baixo volume.
- Limite de indenização (LMI): o teto por reclamação e no agregado anual; quanto maior a proteção, maior o prêmio.
- Retroatividade: cobrir mais tempo de passado amplia a proteção e influencia o cálculo.
- Histórico de sinistros e controles internos: reclamações anteriores e a existência de uma boa gestão de prazos entram na avaliação.
Aprofundamos essa conta no artigo quanto custa o seguro de RC para advogados. O que não muda é o princípio: valor justo é o que reflete o seu risco real, nem mais, nem menos.
Vamos desenhar a sua proteção
Cada advogado e cada escritório têm um risco diferente, e a apólice certa é a que reflete a sua área, o seu volume de processos e a sua estrutura — com a retroatividade e o limite dimensionados ao seu caso. É exatamente isso que a GVM faz: entende o seu perfil, compara as principais seguradoras e estrutura a cobertura que protege a sua banca, o seu patrimônio e a sua reputação, sem cobertura genérica e sem letras miúdas que só aparecem no sinistro.
Se você é advogado e quer entender qual proteção faz sentido para a sua realidade, fale com a GVM. A cotação é gratuita e sem compromisso — e conhecer as opções antes de precisar é sempre a decisão mais barata.
Linguagem da advocacia
Entendemos a rotina de prazos e o risco real da atividade — e traduzimos isso na apólice, sem cobertura genérica.
Dimensionamento certo
Ajustamos limite, retroatividade e escopo ao porte da banca e ao perfil das causas.
Suporte no sinistro
Orientamos o acionamento e acompanhamos a banca quando o seguro é necessário. É no sinistro que uma boa corretoria se prova.
Perguntas frequentes
Tudo o que você precisa saber
O seguro cobre perda de prazo?
Sim. A perda de prazo é um dos sinistros mais comuns em RC de advogados e está entre as coberturas centrais da apólice de Errors & Omissions, desde que decorrente de culpa e não de ato doloso.
O que é a perda de uma chance e o seguro cobre?
É quando a falha do advogado — por exemplo, deixar de recorrer — retira do cliente a chance real e séria de um resultado melhor. A indenização recai sobre a chance perdida, não sobre o valor integral da causa. É uma exposição típica da advocacia e, em regra, contemplada pela apólice conforme as condições contratadas.
A apólice cobre todo o escritório ou só um advogado?
Pode cobrir o escritório inteiro — a sociedade, os sócios e os advogados associados — conforme a estrutura contratada. A GVM dimensiona o limite e o escopo ao tamanho da banca e ao modelo de atuação.
O seguro paga minha defesa mesmo em ação sem fundamento?
Sim. Os custos de defesa são acionados pela existência da reclamação, independentemente de procedência. Em ações infundadas, é justamente o que evita que você pague a defesa do próprio bolso — e boa parte das reclamações se resolve nessa frente.
O que significa cobertura à base de reclamações (claims-made)?
Significa que a apólice responde pelas reclamações apresentadas durante a sua vigência, desde que o fato gerador seja posterior à data de retroatividade. É o padrão em E&O no Brasil e difere da base de ocorrências. Por isso, manter a apólice ativa e a retroatividade preservada é tão importante quanto a cobertura em si.
O que é a data de retroatividade?
É a data a partir da qual fatos geradores ficam cobertos, mesmo que anteriores ao início da apólice. Quanto mais antiga, maior a proteção para a sua história profissional — e preservá-la ao trocar de seguradora é essencial para não abrir uma lacuna no passado.
E se eu encerrar a apólice? Fico desprotegido do passado?
Por isso existe o prazo complementar e o suplementar (extended reporting period, ou tail), que permitem reportar reclamações após o fim da vigência relativas a fatos cobertos. É indicado ao trocar de seguradora, reduzir a atividade ou encerrar a banca. A GVM orienta essa proteção.
O advogado garante ganhar a causa?
Não. A advocacia é, em regra, uma obrigação de meio: o compromisso é atuar com diligência e técnica, não garantir o resultado. Perder a ação não gera dever de indenizar por si só — é preciso demonstrar uma falha concreta e o dano dela decorrente.
Advogado empregado (CLT) ou associado precisa de seguro próprio?
Pode fazer sentido, pois o profissional pode ser citado nominalmente na ação, ao lado do escritório ou da empresa. A apólice da banca protege a banca, e nem sempre o advogado individualmente. Avaliamos o seu caso para indicar se a cobertura própria é recomendável.
O seguro cobre quebra de sigilo profissional?
Conforme as condições contratadas, a apólice pode responder por danos ao cliente decorrentes de falha profissional, inclusive por exposição indevida de informação confidencial, quando não houver dolo. Sanções disciplinares da OAB, porém, são esfera própria e não seguráveis.
O seguro me defende no processo disciplinar da OAB ou no criminal?
O foco do seguro é a responsabilidade civil (a indenização ao cliente). O processo ético na OAB e o criminal são esferas distintas. Algumas apólices oferecem suporte a despesas de defesa em frentes correlatas conforme as condições, mas multas e penalidades pessoais não são seguráveis. A GVM verifica esse escopo caso a caso.
O seguro cobre dano moral ao cliente?
Conforme as condições contratadas, sim. Estruturamos a apólice para contemplar as exposições típicas da sua área de atuação, inclusive danos morais atribuídos à falha profissional.
Qual limite de indenização contratar?
Depende do porte das causas, do volume de processos e do perfil de clientes. Bancas com causas de alto valor e contencioso de massa demandam limites maiores, por reclamação e no agregado anual. Fazemos essa análise com você.
Advogado que atua também como administrador ou compliance está coberto?
A RC Profissional cobre o exercício da advocacia. Funções de gestão, conselho ou administração em empresas envolvem uma exposição própria, normalmente endereçada por um seguro de D&O. A GVM avalia se o seu perfil justifica combinar as duas coberturas.
E os dados dos clientes (LGPD)? Estão cobertos?
O escritório trata dados sensíveis e informação sob sigilo, o que cria uma exposição própria — vazamento, sequestro de dados, falha de sistema. Parte disso pode ser endereçada por um seguro cyber, complementar à RC Profissional. A GVM avalia se o seu perfil justifica essa camada adicional.
Quanto tempo leva para contratar?
Após entender o perfil da banca, cotamos com as principais seguradoras e apresentamos a proposta. O processo é ágil e sem compromisso.
Atendem advogados de todo o Brasil?
Sim. A GVM atende profissionais e escritórios em todo o território nacional.
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