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Seguro para energia solar
Do projeto à geração, o investimento solar precisa de proteção. A GVM estrutura as coberturas para integradores, usinas e proprietários de sistemas fotovoltaicos.
A energia solar é um investimento de capital intensivo que passa boa parte da vida útil exposto ao tempo, longe de vigilância e ligado à rede elétrica. Um único evento — uma chuva de granizo sobre os módulos, um raio que induz sobretensão nos inversores, o furto de placas em uma usina afastada, um acidente durante a montagem ou a falha do transformador da subestação — pode danificar o ativo e, pior, interromper a geração e a receita que sustentam o projeto. Para o integrador, há ainda a responsabilidade técnica sobre o que projetou e instalou. A GVM Consulting estrutura o conjunto de seguros que protege o equipamento, a obra de instalação, a receita de geração e a responsabilidade de quem entrega sistemas fotovoltaicos.
Um projeto solar vive duas fases de risco muito diferentes, e cada uma pede uma linha de seguro própria. Durante a instalação, quem responde por danos ao sistema em obra é o seguro de Riscos de Engenharia (montagem), que cobre o imprevisto no canteiro — queda de módulos, dano na içagem, incêndio, roubo de material, erro de montagem — e ainda inclui responsabilidade civil contra terceiros. Concluída e energizada a usina, entra a cobertura patrimonial e de equipamentos, que protege módulos, inversores, cabeamento e estruturas de fixação contra granizo, vendaval, incêndio, raio e furto.
O ponto mais frágil de um sistema fotovoltaico raramente é o painel: é o inversor. Ele concentra a eletrônica de potência, custa caro e é sensível a surtos. Um raio que caia perto da usina não precisa atingir a placa para causar prejuízo — a sobretensão induzida na rede pode queimar inversores inteiros à distância. Por isso a cobertura de danos elétricos e a proteção contra surtos são decisivas na apólice de equipamentos, e não um detalhe.
O perfil do risco muda com o porte. Um sistema residencial ou comercial de geração distribuída no telhado tem exposição diferente de uma fazenda solar de solo, com quilômetros de perímetro, subestação própria e conexão em média ou alta tensão. A GVM dimensiona as coberturas para o integrador que instala em escala, para o investidor que opera a usina e vende ou compensa energia, e para a empresa que gera a própria energia para reduzir a conta de luz.
Nas usinas de maior porte, o transformador e a subestação são um ponto único de falha. Se o transformador da usina queima, não é só o equipamento que se perde — toda a geração para até a troca, que pode levar meses por prazo de fabricação. Por isso o transformador costuma exigir atenção específica na apólice, tanto no dano ao próprio equipamento quanto na perda de receita que a parada provoca.
A responsabilidade da integradora não termina quando o sistema é ligado. Ela projetou, dimensionou e instalou — e responde tecnicamente por isso. Um dimensionamento errado, uma fixação que cede com o vento, uma conexão malfeita que gera incêndio ou um dano ao telhado do cliente podem virar uma ação de indenização. A responsabilidade civil da empresa instaladora, somada à RC do responsável técnico, protege esse flanco.
Seguro, aqui, muitas vezes não é opção: é condição. Financiamentos de usinas, contratos de fornecimento de energia e locações de área frequentemente exigem apólices de riscos de engenharia, patrimonial e perda de receita como pré-requisito para liberar recursos ou assinar o contrato. A GVM organiza o programa de forma a atender essas exigências sem deixar lacunas nem coberturas sobrepostas.
Os riscos do segmento
O que ameaça o seu negócio
Granizo e vendaval
Eventos climáticos que trincam ou destroem módulos e arrancam estruturas de fixação expostas.
Raio e sobretensão
Descarga atmosférica e surto elétrico que queimam inversores e componentes, mesmo sem atingir os painéis diretamente.
Furto e roubo de equipamentos
Subtração de módulos, inversores, cabos e conectores, crítica em usinas de solo e canteiros de obra.
Danos durante a montagem
Sinistro com o sistema ainda em instalação — queda, içagem, incêndio ou erro de execução (riscos de engenharia).
Falha do transformador e da subestação
Queima do transformador da usina que interrompe toda a geração até a reposição, em regra demorada.
Perda de geração e receita
Interrupção da geração após um sinistro coberto, com impacto direto na receita e no fluxo de caixa do projeto.
Responsabilidade civil da integradora
Erro de projeto ou instalação que danifica o imóvel do cliente ou causa dano a terceiros.
Incêndio e falha elétrica
Arco elétrico, superaquecimento de conectores e falha de cabeamento que iniciam fogo no sistema ou na edificação.
Transporte dos equipamentos
Avaria ou perda de módulos e inversores no trajeto do fornecedor até a obra.
O programa de seguros ideal
Coberturas que recomendamos para o seu segmento
Combinamos as linhas certas em um único programa, sem sobreposição e sem lacunas.
Painéis e equipamentos fotovoltaicos
Proteção de módulos, inversores e estruturas contra granizo, vendaval, raio, incêndio e furto na fase de operação.
Ver maisTransformadores e subestações
Cobertura do transformador e da subestação da usina — o ponto único de falha que para toda a geração.
Ver maisRiscos de Engenharia (montagem)
Cobertura do sistema durante a instalação, incluindo erro de montagem, roubo no canteiro e RC contra terceiros.
Ver maisRC da integradora / instalador
Proteção da empresa instaladora por danos a terceiros e ao imóvel do cliente — na instalação e depois da entrega (pós-obra).
Ver maisPerda de geração / lucros cessantes
Reposição da receita de geração durante a paralisação causada por um sinistro coberto.
Ver maisTransporte dos equipamentos
Cobertura dos módulos, inversores e componentes no trajeto até a obra.
Ver maisA energia solar tem uma característica que a torna, ao mesmo tempo, um excelente investimento e um ativo delicado de proteger: o sistema passa quase toda a vida útil exposto ao tempo, ligado à rede elétrica e, muitas vezes, longe de vigilância. Um telhado industrial coberto de módulos, uma fazenda solar de solo com quilômetros de perímetro, um inversor caro conectado à rede em média tensão — tudo isso fica lá fora, dia e noite, sujeito a granizo, raio, vento, furto e falha elétrica, gerando receita que só existe enquanto a usina roda.
Este guia foi escrito para quem vive esse mercado dos dois lados: a integradora que projeta e instala em escala e o investidor ou empresa que opera a usina e depende da geração. Ele percorre o cenário de risco do setor, mostra como montar um programa de seguros que cubra cada fase sem deixar lacunas, aponta os erros que a gente vê com mais frequência e explica, de forma qualitativa, o que faz o preço subir ou descer. O objetivo é simples: que o seu projeto solar chegue ao fim da vida útil sem que um evento evitável coma a rentabilidade que ele foi construído para gerar.
O cenário de risco: um ativo caro que fica exposto
Antes de falar de apólice, é preciso entender o que, de fato, ameaça um sistema fotovoltaico. Os riscos não são abstratos — cada um deles já parou usinas e virou prejuízo.
O inversor é o coração — e o ponto fraco
Quando se pensa em risco na energia solar, a imagem que vem à cabeça é o painel quebrado. Mas o componente mais crítico não costuma ser o módulo: é o inversor. Ele concentra a eletrônica de potência do sistema, converte a corrente contínua dos painéis em corrente alternada utilizável, custa uma fatia relevante do investimento e é sensível a surto elétrico.
O detalhe que muita gente ignora é que o inversor pode ser danificado sem que nada o toque fisicamente. Um raio que caia a alguma distância da usina induz sobretensão na rede, e essa onda de tensão viaja pelo cabeamento e queima inversores inteiros. É por isso que a cobertura de danos elétricos e proteção contra surtos não é um detalhe da apólice de equipamentos: em muitos sinistros solares, é justamente ela que decide se o prejuízo é indenizado ou não.
Granizo, vendaval e a superfície exposta
Um sistema fotovoltaico é, por natureza, uma grande superfície plana voltada para o céu. Isso é ótimo para captar sol e péssimo para resistir a granizo. Uma única chuva de granizo pode trincar o vidro de dezenas de módulos de uma vez, comprometendo a geração e exigindo a troca de placas em série. O vendaval, por sua vez, ataca a estrutura: em telhados e em usinas de solo, ventos fortes arrancam módulos mal fixados e danificam as estruturas de suporte.
São eventos climáticos, imprevisíveis e capazes de atingir a usina inteira ao mesmo tempo — o tipo de risco que o seguro existe para absorver. A cobertura patrimonial e de equipamentos fotovoltaicos responde por granizo, vendaval, incêndio e raio, conforme as condições contratadas, e por isso é a espinha dorsal da proteção na fase de operação.
Furto: o ativo que não pode ser trancado
Módulos, inversores, cabos de cobre e conectores têm valor de revenda e são visados. Em usinas de solo, afastadas e de grande perímetro, e em canteiros de obra, com material recém-entregue, o furto é uma exposição real e recorrente. Não dá para “trancar” uma fazenda solar como se tranca um depósito, e a subtração de equipamentos pode representar tanto o custo da reposição quanto a parada da geração enquanto o sistema não é restabelecido.
A cobertura de furto e roubo protege esse flanco, mas quase sempre vem condicionada a meios mínimos de proteção: cercamento, monitoramento, controle de acesso, iluminação. Entender essas exigências antes de contratar evita a surpresa desagradável de ter um sinistro negado por descumprimento de uma condição que ninguém explicou.
A obra: o momento mais perigoso
O período de montagem e instalação concentra risco de forma desproporcional. É quando módulos são içados, estruturas são fixadas, cabeamento é passado e o sistema ainda não está protegido nem operando. Uma placa que cai, uma içagem que dá errado, um incêndio no canteiro, um roubo de material acabado de chegar, um erro de execução que só aparece na energização — tudo isso acontece antes de a usina existir como ativo operacional.
Nessa fase, quem responde não é o seguro patrimonial: é o seguro de Riscos de Engenharia (montagem). Ele cobre o dano material imprevisto durante a instalação e, tão importante quanto, inclui responsabilidade civil contra terceiros — porque uma obra de energia solar, especialmente sobre telhados de terceiros ou em áreas com circulação, pode causar dano a quem está por perto.
O transformador e a subestação: o ponto único de falha
Em usinas de maior porte, conectadas em média ou alta tensão, existe um componente cujo sinistro é especialmente grave: o transformador da subestação. Ele é o gargalo por onde toda a energia gerada passa antes de entrar na rede. Se ele queima, não se perde apenas um equipamento caro — toda a geração para, e a troca de um transformador pode levar meses por prazo de fabricação e logística.
É a definição de ponto único de falha: um evento, e a usina inteira fica ociosa. Por isso o transformador e a subestação merecem tratamento específico no programa, tanto na cobertura do dano ao próprio equipamento quanto na perda de receita que a parada provoca. A GVM trata essa exposição com uma abordagem dedicada em transformadores e subestações, justamente porque o impacto vai muito além do valor de reposição.
A geração que para — e a receita que para junto
Aqui está o risco que diferencia a energia solar de quase todo outro ativo empresarial: quando a usina para, a receita para no mesmo instante. Um projeto solar não é só um patrimônio; é uma máquina de gerar fluxo de caixa, seja vendendo energia, seja compensando a conta de luz. Um sinistro coberto que derrube a geração por semanas ou meses tira do projeto exatamente aquilo que justifica o investimento.
O seguro patrimonial repõe o equipamento danificado, mas não repõe a receita que deixou de entrar durante a parada. Para isso existe a cobertura de perda de geração, que funciona como lucros cessantes aplicado à usina: cobre a receita interrompida pela paralisação decorrente de um evento coberto, dentro do período e dos limites contratados. Para quem financiou a usina ou depende dela para fechar as contas, essa é frequentemente a cobertura mais importante — e a mais esquecida.
A responsabilidade de quem projeta e instala
A integradora não entrega um produto e some. Ela projetou o sistema, dimensionou a estrutura, escolheu os componentes e executou a instalação — e responde tecnicamente por tudo isso. Um dimensionamento que subestimou a carga de vento, uma fixação que cede e derruba módulos, uma conexão malfeita que superaquece e inicia um incêndio no telhado do cliente, um dano à estrutura da edificação durante a obra: qualquer um desses pode virar uma reclamação de indenização.
A responsabilidade civil geral empresarial da instaladora protege esse flanco, custeando defesa e indenização por danos a terceiros e ao imóvel do cliente, conforme as condições contratadas. Quando há um responsável técnico habilitado por trás do projeto (com ART/RRT), vale somar também a RC do engenheiro, que protege a pessoa do profissional por erro de projeto, cálculo ou execução.
Como montar o programa de seguros
Entendidos os riscos, a lógica de montagem fica clara: cada fase e cada exposição pede a linha certa, combinadas em um único programa, sem sobreposição e sem lacuna. Veja como as peças se encaixam.
Fase 1 — a instalação: Riscos de Engenharia
Enquanto o sistema está sendo montado, a proteção correta é o seguro de Riscos de Engenharia na modalidade de montagem. Ele cobre danos materiais imprevistos ao sistema em obra — queda, içagem, incêndio, vendaval, roubo de material no canteiro, erro de montagem — e inclui responsabilidade civil contra terceiros. É a apólice que responde por tudo o que acontece até a energização e o comissionamento da usina.
Um cuidado central: a transição da fase de obra para a fase de operação precisa ser bem feita. É nesse ponto de passagem que nascem as lacunas — o Riscos de Engenharia termina, o patrimonial começa, e se a comunicação entre as duas apólices falha, existe uma janela em que o ativo fica descoberto. Voltamos a isso na seção de erros.
Fase 2 — a operação: painéis, inversores e patrimonial
Com a usina energizada e gerando, a proteção principal passa a ser a apólice de equipamentos fotovoltaicos e patrimonial. Ela cobre módulos, inversores, cabeamento e estruturas contra granizo, vendaval, incêndio, raio e furto, e é aqui que entra a atenção especial à cobertura de danos elétricos e surtos, para proteger o inversor — o componente mais exposto a raio e sobretensão.
O dimensionamento correto da importância segurada é decisivo nessa apólice. Segurar a usina por menos do que ela vale expõe o projeto ao rateio (subseguro): em caso de sinistro parcial, a indenização é paga proporcionalmente, e o segurado descobre tarde demais que estava coberto pela metade.
O transformador e a subestação como cobertura dedicada
Em usinas de solo e projetos de maior porte, o transformador e a subestação merecem tratamento específico dentro do programa. Não basta que estejam “genericamente” dentro da soma segurada: por serem ponto único de falha e por terem reposição demorada, a cobertura do dano ao equipamento precisa vir casada com a perda de receita correspondente ao tempo de indisponibilidade. Um transformador queimado sem cobertura de receita significa uma usina parada, com todos os custos correndo e zero de faturamento por meses.
A receita: perda de geração e lucros cessantes
Esta é a cobertura que transforma o seguro de “reposição de equipamento” em “proteção do negócio”. A garantia de perda de geração — desenhada na lógica de lucros cessantes — repõe a receita que a usina deixa de gerar durante a paralisação causada por um evento coberto. Ela é dimensionada pela expectativa de geração, pelo período indenitário e pela franquia (os primeiros dias que ficam por conta do segurado). Para projetos financiados ou com contrato de venda de energia, costuma ser exigência do financiador — e, mesmo quando não é, é o que mantém o fluxo de caixa de pé no pior momento.
A responsabilidade civil da integradora
Para a empresa que instala, a RC geral empresarial protege contra danos a terceiros e ao imóvel do cliente decorrentes da atividade e da instalação. É a cobertura que responde quando um sistema mal fixado causa dano ao telhado, quando uma falha de instalação gera incêndio, ou quando um terceiro se machuca em uma obra. Somada à RC do responsável técnico, ela cobre tanto a empresa quanto a pessoa do profissional que assina o projeto.
O transporte dos equipamentos
Módulos são frágeis e viajam longas distâncias até a obra. A cobertura de transportes protege os equipamentos no trajeto do fornecedor ao canteiro contra avaria e perda. Vale definir com clareza, já na compra, de quem é a responsabilidade sobre a carga em cada trecho — porque uma remessa de módulos avariada antes mesmo de chegar à obra já é prejuízo, e nem sempre está claro quem responde por ele.
O que costuma faltar ou sair errado
Depois de estruturar muitos programas nesse setor, alguns erros aparecem com frequência. Conhecê-los antes vale mais do que corrigi-los depois de um sinistro.
A lacuna entre a obra e a operação. É o erro clássico. O Riscos de Engenharia cobre até o comissionamento; o patrimonial cobre a partir da operação. Se a passagem de uma apólice para a outra não é coordenada — datas, comunicação, comprovação de conclusão —, cria-se uma janela em que o ativo fica descoberto justamente quando já vale muito. A GVM cuida dessa transição de forma explícita, para que não exista dia sem cobertura.
A sobretensão excluída ou sublimitada. Muitas apólices patrimoniais tratam danos elétricos como cobertura acessória, com limite baixo. Como o inversor é o alvo preferencial de surto e é caro, um limite de danos elétricos aquém do valor dos inversores deixa o segurado descoberto no sinistro mais provável. Conferir esse limite é obrigatório.
A importância segurada errada. Subestimar o valor da usina para pagar prêmio menor é um tiro no pé: no sinistro parcial, o rateio reduz a indenização na mesma proporção. Superestimar também não ajuda — paga-se prêmio a mais sem receber a mais, porque o seguro de danos não gera lucro. O certo é dimensionar a importância segurada pelo valor real de reposição.
O transformador tratado como “mais um equipamento”. Colocar o transformador na soma geral, sem cobertura de perda de receita associada, ignora que a parada dele para a usina inteira por meses. É uma exposição que precisa ser lida junto com a receita, não isolada.
A RC ausente na integradora. Instaladoras que crescem rápido, instalando dezenas de sistemas por mês, muitas vezes operam sem RC porque “nunca deu problema”. Basta um telhado danificado ou um incêndio atribuído à instalação para que a ausência dessa cobertura vire um passivo direto no caixa da empresa.
Furto sem os meios de proteção exigidos. Contratar cobertura de furto e não implantar (ou não manter) o cercamento e o monitoramento que a apólice exige é receita para ter o sinistro negado. As condições precisam ser conhecidas e cumpridas, não descobertas depois do roubo.
Não avisar mudanças relevantes. Ampliar a usina, mudar de fornecedor de inversor, alterar o regime de operação — tudo isso muda o risco e deve ser comunicado à seguradora. Um agravamento relevante não informado pode ser discutido no sinistro. Quando o pior acontece, aliás, vale conhecer de antemão como funciona um sinistro do aviso à indenização, porque a forma como o acionamento é conduzido pesa tanto quanto a apólice.
Quanto custa: o que pesa no preço
Não existe um preço único, e cravar um valor aqui seria desonesto — cada usina é um risco diferente. Mas dá para explicar, com honestidade, o que faz o prêmio subir ou descer, para que a decisão seja informada.
O preço de um programa solar responde, em regra, a alguns fatores principais:
- O valor e o porte do ativo. Quanto maior a importância segurada, maior o prêmio, na proporção do capital protegido. Uma fazenda solar de solo e um sistema de telhado comercial estão em patamares completamente diferentes.
- A fase. Riscos de engenharia (obra) e patrimonial (operação) têm lógicas de precificação distintas. A obra concentra risco em um período curto; a operação dilui ao longo de anos.
- A localização e a exposição climática. Regiões com histórico de granizo, vendaval ou descargas atmosféricas frequentes elevam o risco — e o prêmio. A geografia do projeto importa muito na energia solar.
- As coberturas escolhidas. Incluir danos elétricos com limite alto, perda de receita, transformador e furto amplia a proteção e o custo. Cada garantia adicional tem um preço, e a arte está em contratar o que protege de verdade sem pagar pelo que não muda o risco.
- A franquia e a participação do segurado. Assumir uma franquia maior reduz o prêmio, mas transfere mais risco para o segurado. É uma escolha de equilíbrio, não uma economia automática.
- A qualidade da instalação e os meios de proteção. Projeto bem executado, componentes de fabricantes reconhecidos, cercamento e monitoramento — tudo isso é lido pela seguradora e influencia a precificação e a própria aceitação do risco.
O caminho para pagar o justo não é cortar cobertura, e sim dimensionar bem, comprovar boas práticas e negociar com seguradoras que entendem o setor. Vale a pena entender como economizar no seguro sem perder cobertura e como funciona a franquia do seguro antes de decidir onde ajustar — porque a economia mal calibrada aparece, cara, no dia do sinistro.
Como a GVM estrutura o programa
O papel da GVM não é vender uma apólice avulsa: é montar o programa inteiro do projeto solar, coordenando as linhas para que cada fase e cada exposição tenham a cobertura certa, sem lacuna entre a obra e a operação e sem sobreposição que faça o segurado pagar duas vezes pela mesma coisa.
Na prática, isso significa:
- Ler o projeto antes de cotar. Porte, tensão de conexão, tipo de instalação (solo ou telhado), localização e regime de operação definem o risco. A cotação parte do entendimento do ativo, não de um formulário genérico.
- Casar obra e operação. Estruturar o Riscos de Engenharia e o patrimonial de modo que a transição seja contínua, sem dia descoberto.
- Dimensionar a importância segurada pelo valor real de reposição, para evitar subseguro e rateio no sinistro.
- Garantir as coberturas que a energia solar realmente exige — danos elétricos e surtos com limite compatível com os inversores, transformador com perda de receita associada, furto com os meios de proteção alinhados, e perda de geração quando o projeto depende da receita.
- Atender às exigências de financiadores e contratos, organizando o programa para liberar recursos e viabilizar contratos de fornecimento e locação de área.
- Acompanhar o sinistro quando ele vem. É no acionamento que a corretora se prova: formalizar o aviso na data certa, organizar a documentação, acompanhar a regulação e conferir a liquidação.
Seja você uma integradora que instala em escala e precisa proteger a operação e a responsabilidade da empresa, ou um investidor que opera uma usina e depende da geração, a lógica é a mesma — um programa desenhado para o risco real do seu projeto. Veja também nossas soluções para empresas e, quando quiser estruturar a proteção do seu ativo solar de ponta a ponta, fale com a GVM. O sol continua nascendo todos os dias; o seguro existe para garantir que um granizo, um raio ou um transformador queimado não interrompam o que ele gera.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre seguro para energia solar
Quais seguros um projeto de energia solar precisa?
Depende da fase e do porte. Durante a instalação, riscos de engenharia (montagem). Depois de energizada, patrimonial e equipamentos para a usina, RC da integradora e, em projetos que dependem da receita de geração, perda de geração. Em usinas de solo, soma-se a atenção ao transformador. A GVM define o conjunto conforme a fase e o tamanho do ativo.
O seguro cobre danos por granizo aos painéis?
Sim. Granizo, vendaval e outros eventos climáticos são riscos cobertos pela apólice de equipamentos/patrimonial fotovoltaico, conforme as condições contratadas. Como o granizo é uma das principais causas de sinistro em solar, vale conferir que essa cobertura está expressa e com limite adequado ao valor dos módulos.
Raio e sobretensão que queimaram o inversor têm cobertura?
Podem ter, pela cobertura de danos elétricos e surtos, que costuma ser contratada em separado ou como cobertura adicional. O inversor é o componente mais caro e mais sensível a surto, e um raio próximo pode danificá-lo por indução, sem atingir os painéis. A GVM orienta para que essa garantia entre na apólice com limite compatível.
Cobre furto de painéis e inversores?
Sim, a cobertura de furto/roubo protege os equipamentos, e ela é especialmente relevante em usinas de solo em áreas abertas e em canteiros de instalação. Em regra, a seguradora condiciona a cobertura a meios mínimos de proteção — cercamento, monitoramento, controle de acesso —, e a GVM alinha essas exigências antes da contratação.
A integradora precisa de seguro de responsabilidade civil?
É altamente recomendável. A empresa instaladora responde pelo que projeta e instala; um erro de dimensionamento, uma fixação que cede ou uma conexão que causa incêndio no imóvel do cliente podem gerar responsabilização. A RC geral empresarial custeia a defesa e a indenização, conforme as condições contratadas, e pode ser somada à RC do responsável técnico.
Sistema residencial pequeno também pode ser segurado?
Sim. É possível segurar sistemas residenciais e de pequeno porte, muitas vezes de forma integrada ao seguro residencial ou empresarial da edificação, com cobertura para os módulos no telhado. A GVM estrutura a melhor opção conforme o valor do sistema e o tipo de imóvel.
O que é a cobertura de perda de geração?
É a proteção da receita esperada da geração de energia, reposta durante o período de paralisação causado por um sinistro coberto. Funciona como lucros cessantes aplicado à usina: se um evento coberto derruba a geração, o seguro cobre a receita que deixou de entrar, conforme o período e os limites contratados. É relevante para usinas que vendem energia ou dependem da compensação para viabilizar o projeto.
O seguro cobre a falha do transformador da usina?
Sim, o transformador e a subestação podem ser cobertos contra danos, incluindo queima por falha elétrica. É um ponto que merece atenção específica: além do custo do equipamento, a troca costuma ser demorada por prazo de fabricação, e a parada afeta toda a geração. Por isso a cobertura do transformador costuma andar junto da de perda de receita.
Grandes usinas (fazendas solares) têm cobertura específica?
Sim. O porte e o valor do ativo pedem limites elevados e coberturas robustas — riscos de engenharia na fase de obra, patrimonial e equipamentos na operação, transformador/subestação e perda de receita. A GVM monta o programa com seguradoras especializadas em riscos de engenharia e energia.
O seguro cobre o transporte dos equipamentos até a obra?
Pode incluir o transporte dos módulos, inversores e componentes até o canteiro, por meio de cobertura de transportes, conforme a contratação. É uma etapa em que módulos frágeis se avariam com facilidade, e vale que a responsabilidade sobre a carga esteja clara desde a compra.
O financiamento da usina exige seguro?
É comum. Bancos e fundos que financiam usinas, além de contratos de fornecimento de energia e locações de área, frequentemente exigem apólices de riscos de engenharia, patrimonial e perda de receita como condição para liberar recursos ou assinar. A GVM estrutura o programa de modo a atender essas exigências sem lacunas.
Como é definido o valor do seguro?
Pelo valor do sistema, pela fase (instalação ou operação), pela localização e regime de exposição climática, pela tensão de conexão e pelas coberturas escolhidas. A GVM cota com seguradoras especializadas e dimensiona a importância segurada para evitar subseguro, que reduz a indenização em caso de sinistro.
Atendem projetos solares em todo o Brasil?
Sim. A GVM atende integradores, investidores e proprietários de sistemas fotovoltaicos em todo o território nacional. Fale com a gente sem compromisso para estruturar a proteção do seu projeto solar.
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