Soluções por segmento
Seguro para produtoras audiovisuais
Equipamento caro, set movimentado e cronograma apertado: o audiovisual não pode parar por um imprevisto. A GVM protege a sua produção, do equipamento ao set.
Uma produção audiovisual reúne, em poucos dias e em locações que mudam a cada diária, equipamentos de altíssimo valor — câmeras, lentes, drones, iluminação, grip —, uma equipe numerosa, elenco, figurantes e, quase sempre, um espaço alugado de terceiros. Basta um equipamento danificado, um acidente no set, o dano a uma locação ou a paralisação da filmagem para transformar um imprevisto em prejuízo imediato, com cronograma estourado e diária perdida que não volta. A GVM Consulting estrutura o programa de seguros que protege a produtora nas três frentes que mais expõem o setor: o equipamento (próprio e locado), a responsabilidade por danos a terceiros e locações, e a continuidade da própria produção — dimensionado por projeto ou em base anual, do filme publicitário de um dia ao longa-metragem de várias semanas.
O programa de uma produtora se organiza em torno de três núcleos. O primeiro é a proteção dos equipamentos de foto e cinema, próprios e locados, contra dano, roubo e furto no set, nas externas e em trânsito — a maior parte do capital de uma produção está justamente nesses ativos móveis e frágeis. O segundo é a responsabilidade civil da produção, que responde por danos a terceiros, ao público, ao elenco e às locações durante a filmagem. O terceiro é a proteção da própria realização do projeto: a paralisação e o cancelamento por eventos cobertos, que geram custos de remontagem e diárias perdidas.
A esses núcleos somam-se coberturas que dependem do desenho de cada produção. O transporte de equipamentos entre a base, a rental house e as locações é uma exposição própria, que pode ser tratada por cobertura específica de transporte. A equipe e o elenco pedem acidentes pessoais e, para a produtora com quadro fixo, o seguro de vida em grupo. E a estrutura permanente — sede, estúdio, ilha de edição, acervo de equipamentos guardado — pede a proteção patrimonial clássica contra incêndio, roubo e danos elétricos.
O perfil de risco varia muito dentro do mesmo setor. A produtora de conteúdo publicitário roda muitos projetos curtos, com picos de equipamento locado e cronogramas de poucas diárias, em que qualquer atraso custa caro por hora. A produtora de cinema e séries opera em janelas mais longas, com elenco contratado, cenas de risco e um custo de paralisação que cresce a cada dia parado. O fotógrafo e a produtora de foco publicitário-fotográfico concentram valor em corpos, lentes e ópticas de alto padrão. O programa precisa refletir esse desenho — não existe apólice de audiovisual genérica que sirva bem a todos.
Há ainda uma camada contratual que muitas produtoras só descobrem na prática. As locadoras de equipamento (rental houses) costumam exigir comprovação de seguro para liberar câmeras, ópticas e sets de iluminação de alto valor — sem a apólice, ou com limite insuficiente, o equipamento não sai da locadora. O mesmo vale para agências, anunciantes, plataformas de streaming e coprodutores, que cada vez mais pedem, em contrato, cobertura de responsabilidade civil e comprovação de seguro da produção com limites mínimos. O seguro deixou de ser só mitigação de risco: virou pré-requisito para locar equipamento e para fechar contrato.
Importa dizer com honestidade o que a lei exige e o que ela não exige. Não há, no Brasil, uma obrigatoriedade geral de seguro para produzir audiovisual — a contratação é uma decisão de gestão de risco, não uma imposição legal. As exigências que existem são contratuais (rental houses, clientes, editais e leis de incentivo) ou regulatórias em nichos específicos, como a operação profissional de drones, sujeita às regras da ANAC e do DECEA. A GVM dimensiona o conjunto ao seu tipo de produção, ao que os seus contratos exigem e ao que faz sentido para o seu caixa, traduzindo o clausulado técnico para uma decisão clara, sem hype e sem prometer o que a apólice não cumpre.
Os riscos do segmento
O que ameaça o seu negócio
Dano ou furto de equipamento no set
Câmeras, lentes, drones, iluminação e grip sujeitos a queda, dano acidental, roubo e furto durante a filmagem e nas externas.
Roubo e avaria em trânsito
Perda ou dano de equipamento no transporte entre a base, a rental house e as locações — um dos momentos de maior exposição.
Equipamento locado de terceiros
Responsabilidade da produtora sobre câmeras e ópticas alugadas de rental houses, que costumam exigir seguro para liberar o material.
Danos a terceiros durante a produção
Lesão a público, transeuntes, elenco ou equipe e danos a bens de terceiros causados durante a filmagem.
Dano à locação
Danos ao espaço alugado para a gravação — imóvel, mobiliário, jardim, estrutura — com responsabilização da produtora.
Paralisação e cancelamento
Interrupção da filmagem por evento coberto, gerando custos de remontagem, diárias perdidas e atraso na entrega.
Acidente com equipe e elenco
Lesões da equipe técnica e do elenco, especialmente em produções com cenas de ação, altura, água ou veículos.
Operação de drones
Queda ou dano do drone e responsabilidade por danos a terceiros na operação aérea, sujeita a regras da ANAC e do DECEA.
O programa de seguros ideal
Coberturas que recomendamos para o seu segmento
Combinamos as linhas certas em um único programa, sem sobreposição e sem lacunas.
Equipamentos de foto e cinema
Proteção de câmeras, lentes, drones e iluminação, próprios e locados, contra dano, roubo e furto no set, nas externas e em trânsito.
Ver maisResponsabilidade civil de produção
Cobertura para danos a terceiros, ao público, ao elenco e às locações durante a filmagem, com custos de defesa.
Ver maisPatrimonial da sede e do estúdio
Proteção do estúdio, da ilha de edição e do acervo de equipamentos guardado contra incêndio, roubo e danos elétricos.
Ver maisEquipamentos em geral
Linha ampla de equipamentos móveis para produtoras com parque diversificado, além de câmeras e ópticas.
Ver maisLucros cessantes e paralisação
Proteção financeira contra perdas decorrentes da paralisação da operação por um evento coberto.
Ver maisVida em grupo para a equipe
Benefício que protege a equipe fixa e compõe o pacote de retenção do time técnico da produtora.
Ver maisO cenário de risco de uma produtora audiovisual
Poucos negócios concentram tanto valor em tão pouco tempo e em tantos lugares diferentes quanto uma produção audiovisual. Em uma única diária, uma equipe monta e desmonta dezenas de milhares de reais em equipamento sensível, dentro de um espaço que quase sempre é de terceiros, cercada de gente — elenco, figuração, técnicos, curiosos —, com um relógio correndo e um orçamento que não perdoa hora perdida. O risco não é abstrato: ele está no carrinho de câmera que passa perto de uma parede, no drone que sobe sobre uma equipe, no gerador ligado no meio de uma locação alugada, no case de ópticas que fica no porta-malas entre uma locação e outra.
Entender esse cenário é o primeiro passo para montar um programa de seguros que realmente proteja a produtora. E ele tem três características que o diferenciam de quase qualquer outro setor.
Equipamento caro que vive fora de casa
O ativo mais valioso de uma produtora não fica guardado em um cofre nem parado em uma linha de produção: ele passa a maior parte da vida útil em movimento, exposto, em ambientes que a produtora não controla. Câmeras de cinema, ópticas de alto padrão, drones, sets de iluminação e grip são ao mesmo tempo caros, frágeis e portáteis — a combinação exata que mais atrai sinistro. Uma queda, um pico de energia, um respingo, um furto de oportunidade em uma externa, um roubo do veículo com o material dentro: são eventos comuns e de reparo ou reposição elevados.
Some-se a isso o fato de que boa parte desse equipamento nem sequer pertence à produtora. O modelo de locação por rental house é a norma no setor, e ele transfere para a produtora a responsabilidade pelo material enquanto ele estiver sob sua guarda. Se a câmera locada cair, a conta é da produtora — e é por isso que a proteção dos equipamentos de foto e cinema, cobrindo tanto o próprio quanto o locado, costuma ser a primeira linha do programa. O seguro patrimonial clássico não resolve esse ponto: ele protege o que está dentro de quatro paredes, não o parque de equipamentos que roda a cidade inteira.
O set concentra pessoas, terceiros e locações
Uma filmagem é um ambiente de trabalho improvisado, montado às pressas em um lugar que não foi projetado para aquilo. Isso multiplica a exposição a danos a terceiros. O público que passa e tropeça em um cabo, o vizinho cujo muro foi arranhado pelo caminhão de produção, o transeunte atingido por um equipamento, o dano ao piso de mármore da casa alugada para a diária — tudo isso é responsabilidade civil da produtora, e tudo isso pode virar pedido de indenização.
A locação é um capítulo à parte. Gravar em uma casa, um restaurante, um galpão ou uma via pública significa assumir a integridade daquele espaço durante a produção. Danos ao imóvel, ao mobiliário, ao jardim ou à estrutura são frequentes e nem sempre pequenos, e o dono da locação espera ser ressarcido. A responsabilidade civil de produção existe justamente para responder por esses danos a terceiros e a locações, assumindo também os custos de defesa quando a produtora é acionada.
O cronograma não perdoa: tempo é o ativo invisível
Há um risco no audiovisual que não aparece em nenhum inventário de equipamento e que, ainda assim, pode ser o mais caro de todos: o tempo. Uma produção é um encontro caro e frágil de agendas — elenco, equipe, locação, luz do dia, equipamento locado por diária. Quando algo interrompe esse encontro, o custo não é só o do dano em si; é o custo de remontar tudo de novo, de pagar diárias que não renderam imagem, de reagendar profissionais e de atrasar a entrega para o cliente.
Um equipamento essencial que quebra e não tem reposição imediata, um sinistro que inviabiliza a locação, um evento coberto que obriga a parar a filmagem — cada um desses cenários gera uma perda financeira que vai muito além do bem danificado. É por isso que um programa maduro de audiovisual não olha só para o equipamento e para a responsabilidade: ele olha também para a continuidade da produção, seja por coberturas específicas de paralisação, seja pela lógica de lucros cessantes aplicada à realidade do projeto.
Como montar o programa de seguros
Não existe uma apólice única de audiovisual. Existe um programa, montado por camadas, em que cada linha resolve um risco específico e as coberturas conversam entre si. A ordem abaixo reflete a prioridade típica de uma produtora, mas a GVM ajusta o desenho ao seu perfil — publicidade, cinema, séries, streaming ou fotografia — e ao que os seus contratos e locadoras exigem.
Equipamentos de foto e cinema: o núcleo do programa
Para praticamente toda produtora, a proteção dos equipamentos de foto e cinema é a primeira linha a estruturar, porque é ali que está a maior parte do capital em risco. A cobertura endereça câmeras, lentes e ópticas, drones, iluminação, grip, monitores e acessórios contra dano acidental, roubo e furto, no set, nas externas e em trânsito. O ponto mais importante é que ela pode abranger tanto o equipamento próprio quanto o equipamento locado de rental houses — cobrindo a responsabilidade da produtora pelo material que aluga e usa.
A forma de estruturar essa linha depende de quanto equipamento a produtora possui versus quanto ela loca. Quem tem parque próprio robusto tende a segurar o acervo em base anual, com uma verba adicional para o material locado que entra em cada projeto. Quem trabalha quase todo locado tende a estruturar cobertura por produção, dimensionada ao valor do material daquele projeto. Para produtoras com parque diversificado que vai além de câmeras e ópticas, a linha ampla de equipamentos pode complementar, cobrindo os demais equipamentos móveis da operação.
Responsabilidade civil de produção: danos a terceiros e locações
O segundo pilar é a responsabilidade civil de produção. Enquanto o seguro de equipamento olha para o seu próprio material, a RC olha para o dano que a produção causa a quem está do lado de fora: o público e os transeuntes, os vizinhos da locação, os bens de terceiros, o elenco e a equipe, e o próprio espaço alugado para gravar.
Esse risco é permanente em qualquer set e cresce com a escala da produção. Uma diária publicitária em uma via movimentada, uma cena com veículos ou pirotecnia, uma locação de alto padrão, uma filmagem com grande figuração — cada um desses elementos amplia a chance de um dano a terceiro e o tamanho potencial da indenização. A RC de produção assume a defesa e a indenização por esses prejuízos, protegendo o caixa da produtora contra um evento que, sem seguro, sairia inteiro do bolso dos sócios. É também a cobertura que agências, anunciantes e plataformas costumam exigir em contrato antes de fechar um projeto.
Equipamento locado e a exigência da rental house
Vale abrir um parêntese sobre um ponto prático que trava muita produção: a exigência de seguro pela locadora. Rental houses que trabalham com câmeras de cinema e ópticas de alto valor raramente liberam o material sem comprovação de cobertura, com limite compatível com o equipamento locado. Não é burocracia gratuita — é a forma de a locadora garantir que, se o seu material for danificado ou roubado sob a guarda da produtora, haverá quem responda.
Chegar na locadora sem essa apólice, ou com um limite abaixo do valor do material, significa não sair com o equipamento — e uma produção parada por falta de câmera é um prejuízo imediato. A GVM estrutura a cobertura de equipamentos para atender a essa exigência e emite a documentação que a locadora pede, no limite que o material exige. Antecipar isso, junto com o planejamento da produção, evita a surpresa de descobrir a exigência na véspera da primeira diária.
Paralisação e cancelamento: proteger a realização do projeto
A terceira frente protege a própria continuidade da produção. Quando um evento coberto interrompe a filmagem — um sinistro que inviabiliza a locação, a perda de um equipamento essencial sem reposição, um dano que obriga a remontar —, a perda vai além do bem danificado: entram os custos de remontagem, as diárias perdidas e o atraso na entrega.
É importante ser honesto sobre esse ponto. Coberturas específicas de paralisação e cancelamento de produção existem, mas sua disponibilidade e seu desenho variam bastante conforme o tipo, o porte e o histórico da produção, e nem sempre estão disponíveis para todos os projetos no mercado brasileiro. Onde não há uma cobertura dedicada, a lógica de lucros cessantes aplicada à operação da produtora pode responder por parte dessa perda. A GVM avalia caso a caso o que é viável estruturar, sem prometer uma cobertura ampla de cancelamento que a apólice não vá entregar.
Transporte de equipamentos: o risco entre uma locação e outra
Entre a base, a rental house e as locações, o equipamento passa horas na estrada e nos veículos de produção — e esse é um dos momentos de maior exposição a roubo e avaria. Um case de ópticas em um porta-malas, um carrinho de câmera em uma van, um set de luz que viaja para uma externa distante: cada deslocamento é uma janela de risco.
Dependendo do volume e do valor movimentado, a GVM avalia se o transporte fica dentro da própria apólice de equipamentos ou se compensa uma cobertura dedicada de transportes, estruturada para o trânsito de bens de alto valor. Para produtoras que rodam muito e viajam com o parque, tratar o transporte de forma explícita evita a lacuna clássica de descobrir, no sinistro, que o material só estava coberto quando parado.
Acidentes pessoais e vida em grupo para a equipe
Um set é um ambiente de trabalho com riscos reais, sobretudo em produções com cenas de ação, altura, água, veículos ou pirotecnia. A equipe técnica e o elenco precisam de proteção contra acidentes durante a produção, seja por acidentes pessoais vinculados ao projeto, seja pela própria responsabilidade civil de produção quando o dano decorre da atividade.
Para a produtora com quadro fixo, o seguro de vida em grupo cumpre um papel adicional: protege financeiramente a equipe permanente e suas famílias e compõe um pacote de benefícios que ajuda a reter o time técnico, num mercado em que bons profissionais são disputados. É uma das formas mais custo-eficientes de melhorar a proposta de valor ao colaborador sem inflar a folha.
A base física: sede, estúdio e acervo guardado
Mesmo que o valor circule pelas locações, a produtora costuma ter uma estrutura fixa: sede, estúdio, ilha de edição, sala de equipamentos onde o acervo fica guardado entre projetos. O seguro patrimonial cobre essas instalações e o seu conteúdo contra incêndio, roubo e danos elétricos — inclusive o equipamento parado no estúdio, que continua valioso mesmo quando não está rodando.
É uma linha que muitas produtoras subestimam justamente porque o foco vive no set. Mas um incêndio no estúdio ou um roubo na sala de equipamentos pode tirar de operação, de uma vez, boa parte do parque próprio. A cobertura patrimonial fecha essa lacuna entre o que está em campo e o que está guardado.
Drones: uma linha que pede atenção regulatória
O drone virou ferramenta padrão de produção, e ele carrega dois riscos distintos. O primeiro é o dano ou a perda do próprio equipamento, que pode ser coberto na linha de equipamentos. O segundo é a responsabilidade por danos a terceiros na operação aérea — uma queda sobre uma equipe, sobre o público ou sobre um bem de terceiro.
Aqui entra um ponto regulatório que a produtora precisa observar. A operação profissional de drones é regulada pela ANAC e pelo DECEA, com regras de cadastro e de operação, e em determinadas situações há exigência de seguro de responsabilidade civil por danos a terceiros. Em vez de cravar uma regra única — que muda conforme o peso do equipamento e o tipo de operação —, a GVM verifica a exigência aplicável ao seu caso e declara o uso de drone à seguradora, para que a cobertura seja válida quando você precisar acioná-la. Voar com drone sem declarar o uso é uma das causas evitáveis de negativa de sinistro.
Apólice por projeto ou anual?
Uma decisão estrutural do programa é escolher entre segurar cada produção individualmente ou manter uma apólice anual. Não há resposta única: depende do volume de projetos no ano e da proporção entre equipamento próprio e locado.
Produtoras com agenda contínua e parque próprio relevante costumam se beneficiar de uma apólice anual, que cobre o acervo o ano inteiro e acomoda os projetos que vão surgindo, muitas vezes com um mecanismo para declarar os picos de material locado por produção. Já quem produz de forma esporádica, ou concentra o valor em projetos grandes e pontuais, pode preferir apólices por projeto, com vigência limitada ao período da filmagem. A GVM ajuda a comparar os dois caminhos pelo custo total ao longo do ano, e não pelo prêmio de uma única produção isolada.
O que costuma faltar ou dar errado
Depois de estruturar programas para o setor, alguns erros se repetem. Conhecê-los antes evita descobri-los no pior momento — na hora do sinistro.
Segurar só o equipamento próprio e esquecer o locado. A produtora contrata cobertura para o seu parque e deixa de fora o material que aluga a cada projeto — justamente o de maior valor em muitas produções. Quando a câmera locada cai, descobre que a responsabilidade era dela e que aquele item não estava coberto. A apólice precisa contemplar explicitamente o equipamento de terceiros sob guarda da produtora.
Limite abaixo do que a locadora ou o contrato exige. Uma cobertura existe, mas com limite pensado para o parque próprio, insuficiente para o valor do material locado ou para a cláusula de responsabilidade do contrato com a agência. Resultado: o equipamento não é liberado ou o contrato não fecha. O limite precisa acompanhar o maior valor em jogo, não a média.
Não declarar cenas de risco e drones. Cenas de ação, veículos, pirotecnia, altura, água e operação de drone alteram o risco e precisam ser informadas à seguradora. Omitir esses elementos para baratear o prêmio é o caminho mais curto para uma negativa de sinistro. A transparência na contratação é parte da proteção.
Ignorar o trânsito. Muita gente segura o equipamento parado no set e esquece o momento em que ele viaja — quando o risco de roubo e avaria é maior. Tratar o transporte de forma explícita, dentro da apólice de equipamentos ou em cobertura dedicada, fecha essa lacuna.
Confundir franquia com detalhe pequeno. Toda apólice tem participação do segurado. Entender como funciona a franquia do seguro evita a surpresa de descobrir, no sinistro, que a primeira parte do prejuízo é sua. Franquia menor custa prêmio maior; é uma decisão de negócio, não um detalhe.
Deixar a apólice vencer entre um projeto e outro. Produtoras com agenda irregular às vezes deixam a cobertura vencer no intervalo entre produções e recontratam na correria da próxima diária. Além do risco de ficar descoberto justamente no transporte ou na guarda do acervo, a recontratação apressada tende a sair pior. Vale entender como funciona a renovação do seguro empresarial e planejar a continuidade.
Quanto custa
Não é honesto cravar um valor — o prêmio de uma produtora varia demais conforme o perfil. Mas dá para explicar, com clareza, o que puxa o preço para cima e para baixo, para que a decisão seja informada.
O primeiro fator é o valor do equipamento em risco, próprio e locado. Quanto maior o parque a proteger e quanto mais caro o material locado por projeto, maior o limite necessário — e o limite é o principal componente do prêmio de equipamentos. Uma produtora que roda com um kit enxuto e uma que monta um set de cinema completo têm perfis muito diferentes.
O segundo é o tipo e a duração da produção. Uma diária publicitária controlada expõe menos que um longa de várias semanas com externas, cenas de ação e grande equipe. A janela de exposição, o número de locações e a complexidade das cenas entram diretamente na conta.
O terceiro é o perfil de risco das cenas e da operação. Cenas com veículos, altura, água, pirotecnia e drones elevam o risco e o prêmio, porque elevam a chance e o tamanho potencial de um sinistro. Declarar esses elementos é o que mantém a apólice válida, ainda que custe um pouco mais.
O quarto são as coberturas escolhidas e os limites de responsabilidade. RC de produção com limites altos, cobertura de paralisação, transporte dedicado e vida em grupo para a equipe agregam proteção e custo. A GVM ajuda a calibrar o conjunto para a proteção real que a produtora precisa, sem pagar por limite ocioso nem economizar no que realmente expõe.
O quinto é a gestão de risco da produtora. Práticas como inventário atualizado do equipamento, controle de guarda e transporte, cuidado com a segurança do set e histórico de sinistros influenciam o preço, porque a seguradora enxerga um risco melhor. Muitas vezes é possível economizar no seguro sem perder cobertura exatamente organizando o que a seguradora avalia. E, antes de comparar propostas, vale entender como funciona a cotação com um corretor, porque a qualidade das informações prestadas afeta diretamente o preço e a validade da cobertura.
Como a GVM estrutura o programa
A GVM Consulting não vende apólice avulsa: monta programa. O ponto de partida é entender a sua produção de verdade — o que você produz, com que frequência, quanto equipamento é próprio e quanto é locado, que tipo de locação e de cena entra em cena, e o que os seus contratos e as suas rental houses exigem. A partir disso, desenhamos as camadas de cobertura na ordem que faz sentido para você, sem empurrar linha que você ainda não precisa e sem deixar de fora o risco que realmente pesa.
Trabalhamos com seguradoras que atendem o setor audiovisual e cotamos com várias para comparar não só preço, mas escopo, exclusões e limites — porque um clausulado mais barato com exclusões amplas quase sempre é mais caro no sinistro. Cuidamos também da interface prática: quando uma locadora exige comprovação de seguro para liberar o equipamento, ou quando a agência pede cobertura de RC com limite mínimo em contrato, estruturamos a apólice para atender à exigência e emitimos a documentação que destrava a locação e o projeto.
E acompanhamos a evolução da produtora — de projeto em projeto, à medida que o parque cresce, as produções ficam maiores e novos riscos entram em cena, o programa é revisto para continuar coerente com a realidade da operação. Antes de precisar acionar, vale entender como funciona um sinistro passo a passo, porque a agilidade na comunicação e a documentação certa fazem diferença no resultado.
Se você está estruturando a proteção da sua produtora — do próximo filme publicitário ao longa que já está no papel —, veja a nossa página para empresas e fale com a GVM. Fazemos um diagnóstico de riscos e uma recomendação sob medida, sem compromisso e sem jargão: só a proteção que a sua produção realmente precisa, para o equipamento, para o set e para a realização do projeto.
Perguntas frequentes
Dúvidas sobre seguro para produtoras audiovisuais
Quais seguros uma produtora audiovisual precisa?
Em geral, a proteção dos equipamentos de foto e cinema (próprios e locados), a responsabilidade civil de produção para danos a terceiros e locações, e coberturas para a continuidade do projeto, como a paralisação. Somam-se, conforme o caso, transporte de equipamentos, acidentes pessoais da equipe, vida em grupo e o patrimonial da sede ou estúdio. A GVM define o conjunto conforme o tipo e o porte da produção.
O seguro cobre câmeras e equipamentos locados de terceiros?
Sim. É possível cobrir equipamentos próprios e equipamentos locados de rental houses contra dano, roubo e furto, no set, nas externas e em trânsito, conforme as condições e os limites contratados. Como a locadora costuma responsabilizar a produtora pelo material, essa cobertura é uma das mais importantes do programa.
Preciso apresentar comprovante de seguro para a rental house liberar o equipamento?
Com frequência, sim. Locadoras de equipamento de alto valor costumam exigir comprovação de seguro, com limite compatível com o material locado, antes de liberar câmeras, ópticas e sets de iluminação. A GVM estrutura a apólice para atender a essa exigência e emite a documentação que a locadora pede, ajudando a destravar a locação.
Cobre dano à locação onde a gente grava?
Sim. A responsabilidade civil de produção pode cobrir danos ao imóvel alugado para a gravação e a bens de terceiros decorrentes da filmagem — do risco de riscar um piso ao dano em mobiliário, jardim ou estrutura —, conforme o que for contratado.
E se a produção parar ou for cancelada por um imprevisto?
A paralisação da produção por um evento coberto pode gerar custos de remontagem e diárias perdidas, e há coberturas voltadas a essa perda financeira. A abrangência depende da estrutura contratada para o projeto e da disponibilidade da cobertura no mercado para aquele tipo de produção. A GVM avalia caso a caso, sem prometer o que a apólice não entrega.
Drones estão cobertos? Preciso de seguro por exigência da ANAC?
O drone pode ser coberto contra dano e, na parte de responsabilidade civil, por danos a terceiros na operação. A operação profissional de drones é regulada pela ANAC e pelo DECEA, e em determinadas situações há exigência de seguro de responsabilidade civil — a GVM verifica a regra aplicável ao seu caso e declara o uso de drone para garantir a cobertura adequada.
É possível segurar um único projeto ou filmagem?
Sim. A GVM estrutura apólices por projeto, com vigência limitada ao período da produção, ou em base anual para produtoras com agenda contínua. A escolha depende do volume de projetos no ano e de quanto equipamento próprio versus locado entra em cada produção.
Acidentes com elenco e equipe estão cobertos?
Sim, por meio de acidentes pessoais e da responsabilidade civil de produção, conforme contratado. É uma frente especialmente relevante em produções com cenas de ação, altura, água ou veículos, e em sets com equipes grandes e figuração numerosa.
Cobre filmagens em locações externas e viagens?
Sim. As coberturas de equipamento e de responsabilidade podem acompanhar a produção em diferentes locações, inclusive em externas e em viagens, e o transporte do equipamento pode ser tratado por cobertura específica. A GVM ajusta a abrangência conforme o roteiro de gravação.
O seguro cobre o equipamento em trânsito?
Pode cobrir. O transporte entre a base, a rental house e as locações é um dos momentos de maior exposição a roubo e avaria, e há cobertura própria para isso. A GVM avalia se o transporte fica dentro da apólice de equipamentos ou em uma cobertura de transportes dedicada, conforme o volume e o valor movimentado.
Como é definido o valor do seguro?
Pelo valor dos equipamentos próprios e locados, pelo porte e pela duração da produção, pelas locações, pela presença de cenas de risco e drones, e pelas coberturas escolhidas. A GVM cota com seguradoras que atendem o setor audiovisual para equilibrar limite, cobertura e preço, sem cravar valor antes de entender a sua produção.
Atendem produtoras em todo o Brasil?
Sim. A GVM atende produtoras de cinema, publicidade, streaming e conteúdo, além de fotógrafos e estúdios, em todo o território nacional. Fale com a gente sem compromisso para estruturar a proteção da sua produção.
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