Responsabilidade Civil Profissional
Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Corretores de Imóveis
A intermediação imobiliária envolve valores altos e informações decisivas. Um erro ou uma omissão pode gerar ação — e o seguro de RC Profissional protege o corretor.
O corretor de imóveis intermedeia negócios de alto valor e presta informações que orientam a decisão de compra ou de venda. Uma informação incorreta sobre o imóvel, uma omissão sobre um ônus ou uma falha na verificação da documentação pode gerar prejuízo ao cliente e uma ação de responsabilidade — muitas vezes anos depois da assinatura. O seguro de Responsabilidade Civil Profissional custeia a defesa e a eventual indenização, protegendo o patrimônio do corretor e da imobiliária sem misturá-lo com o risco da atividade.
O risco real
O que pode dar errado — e custar caro
Informação incorreta sobre o imóvel
Dado equivocado sobre metragem, área construída, situação ou características que orienta a decisão e gera prejuízo.
Omissão de ônus ou pendência
Falha em informar hipoteca, penhora, dívida de condomínio, IPTU ou irregularidade que onera ou inviabiliza o negócio.
Falha na verificação documental
Erro na análise da matrícula, das certidões ou da titularidade que compromete a segurança do negócio.
Vício de regularização
Área não averbada, falta de habite-se ou uso em desacordo com o zoneamento não apontados ao cliente.
Distrato e arrependimento
Disputas na desistência do negócio, no direito de arrependimento e na devolução ou retenção de valores.
Custos de defesa
Advogado, perícia e custas acionados desde a reclamação, mesmo quando a ação é infundada.
Sinistros típicos
Situações reais que o seguro resolve
- Comprador processa por informação incorreta sobre a metragem ou a área construída do imóvel.
- Ação por omissão de penhora, hipoteca ou dívida de condomínio que onerou o adquirente.
- Pedido de indenização por falha na verificação da documentação e da titularidade.
- Reclamação por venda de imóvel sem habite-se ou com área não averbada, não apontados na negociação.
- Disputa sobre a devolução de sinal e a retenção de valores após o distrato do negócio.
- Ação relativa à intermediação de locação — análise de garantia ou inadimplência do locatário.
Responsabilidade técnica e legal
A sua responsabilidade — e como o seguro responde por ela
O corretor de imóveis é profissional habilitado e registrado no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), nos termos da Lei nº 6.530/1978, e responde civilmente pelos danos decorrentes de erro, omissão ou informação prestada na intermediação. Como profissional liberal, a sua responsabilidade pessoal é apurada mediante culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º).
O Código Civil impõe ao corretor o dever de conduzir a mediação com diligência e prudência e de prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o negócio, sob pena de responder por perdas e danos (arts. 722 a 723). É o descumprimento alegado desses deveres que costuma dar origem à ação de responsabilidade.
A imobiliária, como pessoa jurídica que presta serviço ao consumidor, tende a responder de forma mais ampla do que o corretor autônomo — em regra objetivamente, como fornecedora. Por isso a estrutura da apólice muda conforme você atue como autônomo, como equipe ou como imobiliária. O seguro de Responsabilidade Civil Profissional custeia a defesa e a eventual indenização em qualquer desses cenários, conforme as condições contratadas.
Conteúdo informativo, com base na legislação vigente; não substitui orientação jurídica individualizada. As coberturas seguem as condições gerais da apólice contratada.
A cobertura
O que o seguro cobre
Indenizações a clientes
Danos ao comprador ou ao vendedor por erro, omissão ou negligência na intermediação imobiliária.
Custos de defesa
Honorários advocatícios, perícias e custas em processos cíveis, acionados desde a reclamação.
Cobertura da imobiliária e da equipe
Proteção para a imobiliária, os sócios, os corretores associados e os prepostos, conforme a estrutura contratada.
Danos morais
Reparação por dano moral ao cliente decorrente da falha profissional, conforme as condições contratadas.
Retroatividade
Cobertura para negócios intermediados antes do início da apólice, desde que a reclamação surja na vigência.
Exclusões comuns
- •Atos dolosos, fraude ou conluio.
- •Comissões de corretagem e devolução de valores do próprio negócio.
- •Penalidades administrativas e disciplinares do CRECI e do COFECI.
- •Garantias de resultado, de valorização ou de rentabilidade prometidas ao cliente.
- •Multas e sanções de caráter pessoal do segurado.
Quanto custa
O que influencia o preço do seguro
Não existe tabela fixa para o RC Profissional do corretor de imóveis: o prêmio é calculado sobre o limite de indenização contratado e sobre a exposição real da sua atuação — quantos negócios você intermedeia, de que valor, e com que tipo de operação.
Limite Máximo de Indenização (LMI)
Quanto maior o teto contratado para responder a uma reclamação, maior tende a ser o prêmio. O limite deve conversar com o valor dos imóveis que você negocia.
Volume e valor das transações
O número de negócios intermediados por ano e o padrão dos imóveis dimensionam a exposição — poucos negócios de alto valor pesam diferente de muitos de valor médio.
Perfil e áreas de atuação
Venda, locação, administração de carteira, loteamentos e vendas na planta têm riscos distintos. Autônomo, equipe e imobiliária também expõem de formas diferentes.
Estrutura da equipe
O número de corretores associados, prepostos e estagiários sob a mesma apólice entra no cálculo do prêmio.
Retroatividade e histórico
Proteger negócios já concluídos, com data de retroatividade mais antiga, e um histórico sem sinistros influenciam o preço final.
Envie os seus dados à GVM: comparamos as principais seguradoras e apresentamos a melhor opção para o seu perfil, sem compromisso. O número real sai de uma cotação — não de uma tabela genérica.
Para quem é
Este seguro é indicado para você se…
- Corretores de imóveis autônomos.
- Imobiliárias e equipes de corretagem.
- Imobiliárias que administram locação e carteira de aluguéis.
- Corretores de alto padrão e de grandes negócios.
- Profissionais de loteamentos, incorporações e vendas na planta.
Por que a GVM
Uma corretora que conhece o seu mundo
Poucas profissões colocam tanto valor nas mãos de uma pessoa quanto a corretagem de imóveis. O corretor não apenas aproxima quem compra de quem vende: ele informa a metragem, aponta a situação do imóvel, conduz a análise da documentação e, com isso, orienta uma das maiores decisões financeiras da vida de uma família ou de uma empresa. Quando algo nessa cadeia falha — um dado errado, uma pendência não informada, uma certidão que ninguém leu —, o prejuízo é grande e a conta costuma chegar a quem intermediou.
O seguro de Responsabilidade Civil Profissional existe para essa hora. Ele custeia a defesa do corretor e da imobiliária e responde pela indenização devida quando um erro ou uma omissão na intermediação causa dano ao comprador ou ao vendedor. Este guia explica, com franqueza, pelo que o corretor de imóveis realmente responde, onde as falhas costumam aparecer e o que a apólice cobre — e, tão importante quanto, o que ela não cobre.
Pelo que o corretor de imóveis responde
A intermediação como obrigação de meio
A corretagem é, na sua essência, uma obrigação de meio. O corretor se compromete a atuar com técnica, diligência e prudência para aproximar as partes e viabilizar o negócio — não a garantir que o imóvel jamais apresentará um problema nem que o negócio será perfeito. Ele não assegura resultado de valorização, de financiamento aprovado ou de ausência total de vícios: assegura conduta profissional adequada.
Há um detalhe importante, porém, que diferencia a corretagem de outras profissões liberais. A remuneração do corretor, em regra, só é devida quando ele obtém o resultado útil da mediação — a aproximação que leva as partes a fecharem o negócio (Código Civil, art. 725). Essa lógica de resultado vale para o direito à comissão, mas não transforma a responsabilidade profissional em obrigação de resultado. A exposição do corretor nasce da forma como ele conduz o trabalho: se agiu com diligência, se informou o que deveria, se verificou o que era exigível.
O dever de informação e de diligência
O ponto central da responsabilidade do corretor está no dever de informar. O Código Civil é direto: o corretor é obrigado a executar a mediação com diligência e prudência e a prestar ao cliente, espontaneamente, todas as informações sobre o andamento do negócio. E vai além — sob pena de responder por perdas e danos, deve esclarecer o cliente sobre a segurança ou o risco do negócio e sobre os fatores que possam influir no resultado (arts. 722 e 723).
Traduzindo para a prática: não basta o corretor não mentir. Ele tem o dever ativo de investigar e de informar. Silenciar sobre um dado relevante que conhecia — ou que deveria ter apurado com diligência razoável — pode ser tão gerador de responsabilidade quanto prestar uma informação errada. É essa expectativa de conduta que os tribunais examinam quando um comprador ou um vendedor se sente lesado.
CRECI e a Lei nº 6.530/1978: quem pode intermediar
Para exercer a atividade, o corretor precisa de registro ativo no Conselho Regional de Corretores de Imóveis (CRECI), vinculado ao Conselho Federal (COFECI). É a Lei nº 6.530/1978 que regula a profissão e disciplina os órgãos de fiscalização; a ela cabe definir que a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis é atribuição do corretor habilitado.
Duas consequências práticas decorrem daí. A primeira: quem intermedeia sem registro exerce a atividade de forma irregular, não tem direito assegurado à comissão e ainda se expõe a sanções — além de fragilizar qualquer discussão sobre a validade do seu trabalho. A segunda: o registro implica submissão à fiscalização ética e disciplinar do CRECI/COFECI, uma esfera distinta da responsabilidade civil, como veremos adiante.
Responsabilidade apurada mediante culpa
Como profissional liberal, a responsabilidade pessoal do corretor é apurada mediante culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º): para ser condenado a indenizar, é preciso demonstrar que ele agiu com negligência, imprudência ou imperícia — não basta o cliente ter tido um mau resultado no negócio.
A imobiliária, contudo, ocupa posição diferente. Como pessoa jurídica que presta serviço ao consumidor, ela tende a ser tratada como fornecedora e, em regra, responde de forma objetiva pelos defeitos do serviço, independentemente de culpa — a jurisprudência não é uniforme, mas a exposição costuma ser mais ampla. Essa diferença explica por que a estrutura da apólice muda conforme você atue como corretor autônomo, como equipe ou sob a razão social de uma imobiliária.
As três esferas de responsabilidade
Um mesmo erro pode se desdobrar em frentes diferentes. Vale separá-las, porque o seguro atua sobre uma delas:
- Civil — o dever de reparar o prejuízo do comprador ou do vendedor. É a esfera indenizatória, e é exatamente aqui que o seguro de RC Profissional responde.
- Ética e administrativa — o processo no CRECI/COFECI, que pode resultar em advertência, multa, suspensão ou cancelamento do registro. São penalidades pessoais do profissional e não são seguráveis.
- Criminal — reservada a casos graves, com dolo, como estelionato ou falsidade. O seguro não cobre atos dolosos nem sanções penais.
O seguro de RC Profissional (também chamado de E&O, de Errors & Omissions) foi desenhado para a esfera civil: custeia a defesa técnica e responde pela indenização quando a falha é culposa. Entender essa separação evita expectativas equivocadas sobre o que a cobertura entrega.
Onde os erros aparecem na intermediação imobiliária
Conhecer os pontos de exposição ajuda a dimensionar a apólice. Estes são os mais recorrentes na prática do corretor.
Verificação documental e titularidade
Boa parte das ações contra corretores nasce da documentação. A matrícula atualizada do imóvel é o ponto de partida — é nela que constam a titularidade real, as averbações e os ônus. A ela somam-se as certidões que revelam a segurança do negócio: certidões de ações do vendedor, situação fiscal do imóvel (IPTU), débitos de condomínio, e a regularidade da representação de quem vende (procuração, estado civil, autorização do cônjuge).
Quando o corretor deixa de orientar a obtenção dessas certidões, ou conduz o negócio ignorando um sinal claro de risco, e o comprador acaba adquirindo um imóvel com vício de titularidade ou penhorado, a diligência (ou a falta dela) vira o centro da discussão.
Metragem e características do imóvel
Informar área a mais do que a real é uma das reclamações mais clássicas. A divergência entre a área anunciada e a área da matrícula, ou entre a metragem construída e a averbada, pode fundamentar pedido de abatimento no preço ou de indenização — sobretudo em vendas por medida (ad mensuram), em que a metragem é elemento determinante do preço. O mesmo vale para características decisivas: vaga de garagem, número de quartos, direito a área comum, situação de locação vigente.
Omissão de ônus, dívidas e pendências
Hipoteca, penhora, alienação fiduciária, usufruto, dívida de condomínio, débito de IPTU, ação de despejo em curso, indisponibilidade de bens do vendedor. Cada uma dessas pendências pode onerar, atrasar ou inviabilizar o negócio. A omissão de um ônus que o corretor conhecia — ou que uma diligência razoável teria revelado — é terreno fértil para responsabilização.
Regularização, habite-se e averbação
Imóvel sem habite-se, ampliação não averbada, construção em desacordo com o projeto aprovado, uso incompatível com o zoneamento (o comprador queria abrir um comércio onde só se permite uso residencial). Vender ou anunciar um imóvel como regular quando ele não está — sem alertar o cliente sobre a pendência e o custo de regularizar — é uma fonte frequente de conflito, em especial em negócios comerciais e de investimento.
Distrato, arrependimento e a condução do negócio
A desistência do negócio concentra disputas. Há o direito de arrependimento em certas situações — como a compra de unidade em estande de vendas fora da sede da incorporadora, com prazo próprio previsto na legislação de incorporações. Há a devolução (ou a retenção) de sinal e de arras. E há a Lei do Distrato (Lei nº 13.786/2018), que disciplina a resolução do contrato de aquisição de unidade imobiliária, com regras próprias sobre o que pode ser retido, inclusive quanto à comissão de corretagem.
O corretor entra nessa exposição de duas formas: quando presta informação incorreta sobre o direito de desistir e os seus custos, e quando se vê no meio de uma disputa sobre a devolução de valores após o comprador se arrepender. Vale lembrar que a comissão pode ser devida ainda que o negócio não se concretize por arrependimento das partes (Código Civil, art. 725) — o que torna esses litígios delicados e frequentes.
Locação e administração de carteira
Quem intermedeia e administra locação carrega riscos adicionais: análise de crédito e de garantia do locatário (fiança, seguro-fiança, caução), vistoria de entrada e saída, repasse de aluguéis, gestão de inadimplência. Uma falha na avaliação da garantia que deixa o proprietário sem receber, ou um erro na condução de um despejo, pode gerar reclamação. Essa atividade deve ser declarada à seguradora para que a apólice a alcance.
Lançamentos, loteamentos e vendas na planta
A venda na planta e em loteamentos amplia a exposição por causa do volume e da distância entre a promessa e a entrega. Informações sobre prazo de obra, características do empreendimento, infraestrutura do loteamento e condições de financiamento circulam por equipes grandes de plantão — e um dado impreciso repassado por um corretor associado pode virar responsabilidade da operação inteira. Quem atua nesse segmento normalmente estrutura a proteção em conjunto com as soluções para construtoras e incorporadoras.
O que o seguro de RC Profissional cobre
Indenização ao cliente e custos de defesa
O núcleo da cobertura é duplo. De um lado, a indenização pelos danos que o comprador ou o vendedor sofreu em razão de erro, omissão ou negligência na intermediação. De outro, os custos de defesa — advogado, perícia e custas —, acionados desde a reclamação, independentemente de a ação ser procedente. Em disputas imobiliárias, que costumam envolver perícia de engenharia e discussões documentais longas, é comum que a defesa represente parte relevante do gasto, mesmo quando a acusação não tem fundamento. Para entender o percurso de um acionamento, vale ver como funciona um sinistro, passo a passo.
A imobiliária, os sócios e os corretores associados
A apólice pode proteger não apenas o corretor que assina o negócio, mas a imobiliária como pessoa jurídica, os sócios, os corretores associados e os prepostos. Como boa parte dos erros nasce na operação — um dado repassado por um corretor de plantão, uma informação de um assistente —, cobrir os atos da equipe no exercício das funções é essencial. A estrutura exata é declarada na contratação, e é o que garante que a cobertura acompanhe o desenho real do seu negócio.
Danos morais e guarda de documentos
Além dos danos materiais, a apólice pode contemplar danos morais ao cliente decorrentes da falha profissional, conforme as condições contratadas. A guarda e a custódia de documentos do cliente, quando fazem parte da operação, também podem ser endereçadas no desenho da cobertura.
Retroatividade
Porque a maioria das reclamações imobiliárias aparece muito depois da assinatura, a cobertura para negócios anteriores ao início da apólice é uma das partes mais importantes do contrato. Voltaremos a ela no próximo tópico, porque é o que mais gera dúvida.
O que o seguro não cobre
Ser honesto sobre os limites é parte de uma boa orientação.
- Dolo, fraude e conluio. O seguro protege quem erra de boa-fé, não quem age com intenção de lesar. Atos dolosos estão fora de qualquer apólice de RC, assim como sanções criminais.
- A comissão e a devolução de valores do negócio. A apólice responde pelo prejuízo causado ao cliente, não pela remuneração da corretagem nem pela devolução do preço ou do sinal do próprio negócio.
- Penalidades administrativas do CRECI e do COFECI. Multas e sanções disciplinares de caráter pessoal não são transferíveis a um seguro.
- Garantias de resultado prometidas. Se o corretor assumiu, por conta própria, uma promessa de valorização, de rentabilidade ou de aprovação de financiamento, isso extrapola a obrigação de meio e não é objeto da cobertura.
Base de reclamações e retroatividade: o ponto que mais gera dúvida
Como funciona o claims made
O seguro de RC Profissional opera, em geral, à base de reclamações (claims made): a apólice responde pelas reclamações apresentadas durante a sua vigência, observada a data de retroatividade. Não é a data em que você intermediou o negócio que aciona a cobertura, e sim a data em que a reclamação chega. Por isso, manter a apólice contínua e sem lacunas é tão importante quanto contratá-la.
Data de retroatividade
Ações imobiliárias raramente chegam no mesmo ano do negócio. Uma penhora que aparece na execução de uma dívida do antigo dono, um vício de área percebido na reforma, um herdeiro que contesta a venda — tudo isso surge meses ou anos depois. A data de retroatividade é o marco a partir do qual fatos anteriores ao início da apólice ficam cobertos, desde que a reclamação apareça durante a vigência. Quanto mais antiga essa data, maior a proteção do seu histórico. Vale entender bem como a retroatividade funciona no seguro de RC antes de fechar a apólice.
Prazo complementar
E se você encerrar a apólice, trocar de seguradora ou parar de atuar? Para isso existe o prazo complementar (extended reporting period), que permite reportar, após o fim da vigência, reclamações relativas a fatos já cobertos. É uma proteção especialmente relevante para quem reduz o ritmo, encerra a imobiliária ou se aposenta, mas ainda pode ser acionado por negócios antigos.
Quanto custa
Não há valor de tabela para o RC Profissional do corretor de imóveis, e desconfie de quem crava um número sem conhecer a sua operação. O prêmio reflete a exposição real da sua atuação: o seguro é montado sobre o limite de indenização que você contrata e o perfil dos negócios que você conduz. Vale entender a lógica antes de pedir a cotação.
O que puxa o preço para cima
- Um limite de indenização alto. É o principal fator. Quem negocia imóveis de alto padrão precisa de um teto compatível com o valor dos negócios — e um limite maior eleva o prêmio.
- Volume e ticket dos negócios. Muitas transações por ano, ou poucas de valor muito elevado, aumentam a probabilidade e o tamanho de uma eventual reclamação.
- Operações mais expostas. Lançamentos, loteamentos, vendas na planta e administração de locação carregam risco maior do que a intermediação pontual de uma revenda residencial.
- Equipe grande. Quanto mais corretores associados, prepostos e estagiários sob a mesma apólice, maior o número de pontos por onde um erro pode surgir.
- Retroatividade ampla. Cobrir um histórico longo de negócios já concluídos agrega risco passado ao contrato e pesa no cálculo.
O que ajuda a reduzir o prêmio
- Dimensionar o limite ao seu risco real, sem pagar por um teto que não conversa com o valor dos imóveis que você negocia — nem ficar exposto abaixo dele.
- Descrever a atividade com precisão. Uma operação bem informada, com processos de conferência documental e de vistoria, transmite menor risco à seguradora.
- Manter um histórico sem sinistros e a apólice contínua, sem deixar lacunas de vigência que fragilizam a retroatividade.
- Ajustar franquia e escopo ao que faz sentido para o seu porte, concentrando a cobertura nas exposições que você realmente tem.
- Comparar seguradoras. Os critérios de precificação variam bastante entre companhias para o mesmo perfil — e é aí que uma cotação comparada faz diferença.
Como chegar ao número real
O preço só se materializa em uma cotação. A GVM reúne os seus dados — perfil de atuação, volume, tipo de imóvel, tamanho da equipe e limite desejado —, leva o seu caso às principais seguradoras e compara as propostas com o mesmo desenho de cobertura, para que a diferença apareça com clareza. A cotação é gratuita e sem compromisso: você decide com o número na mão, não com uma estimativa genérica.
Como a GVM estrutura a sua proteção
A GVM Consulting monta o seguro de Responsabilidade Civil Profissional do corretor de imóveis conforme a sua atuação — do autônomo à imobiliária com equipe de plantão. Cuidamos de dois pontos que costumam passar despercebidos: a retroatividade adequada ao seu histórico e a cobertura da equipe, para que um dado repassado por um associado não fique descoberto.
Se você quer enxergar toda a estrutura do seu negócio — a atividade profissional, o escritório e a operação —, olhe também o RC Geral Empresarial para os riscos do estabelecimento e a linha completa de responsabilidade civil profissional. Corretores que trabalham ao lado de outros profissionais liberais costumam comparar a apólice com a de responsabilidade civil para corretores de seguros e a de responsabilidade civil para advogados, que seguem a mesma lógica de claims made e retroatividade.
Nosso compromisso vai além da contratação. Quando o seguro precisa ser acionado, a GVM orienta cada passo e acompanha o corretor e a imobiliária — é no sinistro que uma boa corretora se prova. Fale com a GVM e receba uma cotação sem compromisso, com comparação entre as principais seguradoras e uma proposta desenhada para o seu perfil de risco.
Conhecimento do setor
Entendemos os deveres de diligência e de informação e os riscos reais da intermediação imobiliária.
Cobertura da equipe
Dimensionamos a apólice para o corretor autônomo e para a imobiliária, com os associados incluídos.
Defesa custeada
Os custos de defesa são acionados pela reclamação, mesmo em ações infundadas.
Perguntas frequentes
Tudo o que você precisa saber
Corretor de imóveis precisa de seguro de responsabilidade civil?
Não é obrigatório por lei, mas é altamente recomendável. O corretor responde pelas informações que presta e pela diligência na intermediação de negócios de alto valor, e uma falha pode gerar ação anos depois. O seguro custeia a defesa e a eventual indenização, protegendo o seu patrimônio pessoal.
O seguro cobre informação incorreta sobre o imóvel?
Sim. Danos ao cliente por erro ou informação incorreta na intermediação — como metragem, área construída ou situação do imóvel — podem ser cobertos, conforme as condições contratadas.
Cobre omissão de ônus ou pendência?
Pode cobrir a responsabilização por omissão de informação relevante, como penhora, hipoteca ou dívida, quando ela decorre de falha culposa na diligência, conforme a apólice. A GVM esclarece o alcance no seu caso.
A apólice cobre a imobiliária inteira?
Pode cobrir a imobiliária, os sócios, os corretores associados e os prepostos, conforme a estrutura contratada e declarada na apólice. A GVM dimensiona ao porte da operação.
O seguro paga a defesa mesmo em ação improcedente?
Sim. Os custos de defesa são acionados pela reclamação, independentemente de procedência. Em ações infundadas, é justamente o que evita que você pague a defesa do próprio bolso.
O que é a retroatividade?
É a proteção para negócios intermediados antes do início da apólice, desde que a reclamação surja durante a vigência. Como as ações imobiliárias costumam aparecer anos depois, a retroatividade é decisiva nesta profissão.
O que é a base de reclamações (claims made)?
É o padrão do RC Profissional: a apólice responde pelas reclamações apresentadas durante a sua vigência, observada a data de retroatividade. Não é a data do negócio que aciona a cobertura, e sim a data em que a reclamação chega — por isso a continuidade da apólice importa.
Cobre erros na intermediação de locação?
Pode cobrir, conforme as condições. A administração de locação e a análise de garantias são atividades de risco próprio e devem ser declaradas à seguradora para que a apólice as alcance.
A comissão de corretagem está coberta?
Não. A comissão e a devolução de valores do próprio negócio não são objeto do seguro de RC — a apólice responde pelo prejuízo causado ao cliente por erro ou omissão, não pela remuneração da corretagem.
Corretor autônomo pode contratar?
Sim. A apólice se ajusta de corretores autônomos a imobiliárias de todos os portes.
Cobre danos morais?
Sim, conforme as condições contratadas. Estruturamos o escopo de acordo com as exposições reais da sua atuação.
Vale manter a apólice mesmo depois de parar de atuar?
Vale avaliar. Reclamações podem surgir anos após o negócio; por isso existe o prazo complementar, que permite reportar, após o fim da vigência, reclamações relativas a fatos já cobertos. A GVM orienta essa proteção.
Como contrato com a GVM?
Pelo WhatsApp, telefone ou formulário. Cotamos com as principais seguradoras e apresentamos a melhor opção, sem compromisso.
Atendem corretores em todo o Brasil?
Sim. A GVM atende corretores de imóveis e imobiliárias em todo o território nacional.
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Conte o que você precisa proteger. Um especialista da GVM analisa o seu caso e leva a melhor cotação do mercado até você.