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GVM Consulting

Responsabilidade Civil Profissional

Seguro de Responsabilidade Civil Profissional para Veterinários

O vínculo entre tutor e animal é cada vez mais forte — e mais litigioso. O seguro de RC Profissional custeia a sua defesa e a eventual indenização diante de uma reclamação por erro no atendimento.

O médico-veterinário responde pela conduta clínica e cirúrgica no atendimento a animais, e a valorização do vínculo com os tutores tornou as ações por erro veterinário mais frequentes. Uma intercorrência em cirurgia, um diagnóstico questionado ou o óbito de um animal podem gerar pedido de indenização — inclusive por dano moral, já que o tutor é tratado como consumidor. Mesmo uma ação improcedente significa advogado, perícia, tempo e risco ao patrimônio pessoal. O seguro de Responsabilidade Civil Profissional existe para absorver esse peso: dentro das condições contratadas, assume os custos de defesa desde a reclamação e a indenização quando devida.

O risco real

O que pode dar errado — e custar caro

Erro em diagnóstico

Alegação de diagnóstico equivocado ou tardio que teria agravado o quadro do animal.

Falha em cirurgia

Complicação atribuída à técnica cirúrgica, com pedido de indenização do tutor.

Intercorrência anestésica

Óbito ou sequela ligados à sedação ou anestesia, eventos de rápida evolução e alta gravidade.

Óbito do animal

Morte atribuída à conduta, com pedido de dano material e dano moral pela perda do companheiro.

Falha no tratamento ou na prescrição

Medicação, dose ou manejo questionados após o atendimento.

Custos de defesa

Honorários de advogado e perícia correm desde a reclamação, mesmo quando a ação é improcedente.

Citação individual do profissional

O veterinário é nomeado na ação além da clínica, e a apólice do estabelecimento pode não responder por ele.

Ação muito tempo depois

A reclamação pode chegar anos após o atendimento — e, sem retroatividade correta, a apólice pode não alcançá-la.

Sinistros típicos

Situações reais que o seguro resolve

  • Óbito de animal durante cirurgia, com ação do tutor pedindo dano material e dano moral.
  • Reclamação por diagnóstico veterinário alegadamente equivocado ou tardio, que teria agravado o quadro.
  • Intercorrência anestésica em procedimento eletivo, com alegação de monitorização inadequada.
  • Pedido de indenização por falha no tratamento, na dose ou no manejo pós-operatório.
  • Ação por sequela permanente atribuída à conduta cirúrgica.
  • Reclamação de tutor de animal de alto valor (reprodução ou competição) após perda atribuída ao atendimento.

Responsabilidade técnica e legal

A sua responsabilidade — e como o seguro responde por ela

Conselho: CRMV

O médico-veterinário responde civilmente pelos danos causados ao animal e ao seu tutor, e está sujeito à fiscalização do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). Como profissional liberal, sua responsabilidade pessoal é apurada mediante a verificação de culpa (Código de Defesa do Consumidor, art. 14, § 4º) — ou seja, é preciso demonstrar imprudência, negligência ou imperícia.

A medicina veterinária é, em regra, uma obrigação de meio: o profissional se compromete a empregar a melhor técnica disponível, não a garantir a cura. Para responsabilizá-lo, é preciso provar a culpa — o que torna a defesa técnica decisiva. Registro adequado no prontuário e termo de consentimento são o que sustenta essa defesa em juízo.

O tutor é, juridicamente, um consumidor. Por isso o animal não é tratado apenas como bem material: a jurisprudência tem reconhecido, de forma crescente, o dano moral pela perda ou pelo sofrimento do animal de estimação, dado o vínculo afetivo. Isso amplia o valor potencial das ações e reforça a importância da cobertura.

Vale distinguir as esferas: a cível (indenização ao tutor) é independente da ética-profissional (processo no CRMV) e da eventual criminal. As três podem correr ao mesmo tempo pelo mesmo fato. O seguro atua sobre a responsabilidade civil — a que mais frequentemente atinge o patrimônio.

Conteúdo informativo, com base na legislação vigente; não substitui orientação jurídica individualizada. As coberturas seguem as condições gerais da apólice contratada.

A cobertura

O que o seguro cobre

Danos a terceiros por erro ou omissão

Indenizações devidas ao tutor em razão de falha profissional coberta pela apólice.

Custos de defesa

Honorários advocatícios, perícias e custas em ações cíveis, acionados pela reclamação.

Danos morais ao tutor

Reparação por dano moral atribuído à perda ou ao sofrimento do animal, conforme as condições contratadas.

Atuação cirúrgica e anestésica

Cirurgia e anestesia veterinária contempladas conforme declaradas na apólice.

Por frente de atuação

Cobertura ajustada à clínica de pequenos animais, grandes animais, campo, exóticos e outras frentes.

Data de retroatividade

Cobre fatos geradores anteriores ao início da apólice, desde que a reclamação surja durante a vigência.

Prazo de reporte estendido (tail)

Janela para comunicar reclamações após o fim da apólice — relevante ao trocar de seguradora ou encerrar a atividade.

Exclusões comuns

  • Atos dolosos (intenção de causar dano).
  • Procedimentos fora da habilitação ou do escopo declarado do profissional.
  • Multas e penalidades administrativas do CRMV, que são pessoais e não seguráveis.
  • Fatos geradores anteriores à data de retroatividade contratada.
  • Reclamações e circunstâncias já conhecidas antes do início da apólice.
  • Procedimentos experimentais ou sem respaldo técnico reconhecido.

Quanto custa

O que influencia o preço do seguro

Não existe um preço único de seguro de RC para veterinários: o valor é calculado a partir do seu perfil de risco. O tipo de atendimento, o porte e o valor dos animais sob os seus cuidados e o limite contratado movem o prêmio. Clínica geral de pequenos animais, cirurgia e atendimento a animais de alto valor têm exposições — e prêmios — bem distintos. O que se pode afirmar é o que entra na conta.

Tipo de atividade

Consultas, cirurgia, anestesia e internação pesam de formas diferentes no cálculo — quanto mais invasivo, maior a exposição.

Valor e porte dos animais

Atendimento a animais de reprodução, competição ou alto valor eleva a exposição patrimonial e o prêmio.

Limite de indenização (LMI)

O teto que a apólice paga por sinistro. Deve acompanhar o perfil dos pacientes que você atende — dimensionamos ao seu risco real.

Retroatividade

Cobrir fatos anteriores ao início da apólice amplia a proteção e entra no preço, já que ações veterinárias surgem tempo depois.

Só dá para cravar um valor depois de entender a sua rotina. Descreva a sua atuação à GVM e cotamos com as principais seguradoras — comparamos cobertura e preço, de forma gratuita e sem compromisso.

Para quem é

Este seguro é indicado para você se…

  • Médicos-veterinários clínicos e cirurgiões.
  • Veterinários de pequenos e de grandes animais.
  • Anestesistas e especialistas veterinários (ortopedia, oncologia, cardiologia, entre outras).
  • Profissionais autônomos e vinculados a clínicas, hospitais e pet shops.
  • Veterinários de campo, atendimento domiciliar e a domicílio.
  • Veterinários que atendem animais exóticos ou silvestres.
  • Recém-formados que já assumem atendimentos e plantões.

Por que a GVM

Uma corretora que conhece o seu mundo

Esta página trata da responsabilidade civil do médico-veterinário — a proteção da pessoa que assina a conduta, não do negócio. Se a sua necessidade é o seguro do estabelecimento (clínica, hospital ou pet shop, com patrimônio, equipamentos e guarda de animais), veja o seguro para clínicas veterinárias e pet. Os dois se complementam, e mais adiante explicamos exatamente onde um termina e o outro começa.

Na GVM Consulting, estruturamos a apólice do veterinário conforme a sua frente de atuação real — clínica de pequenos animais, cirurgia, anestesia, grandes animais ou atendimento de campo — e acompanhamos você no momento do acionamento. Este guia reúne o que todo médico-veterinário deveria entender antes de contratar.

O vínculo com o animal virou litígio

Durante muito tempo, um desfecho ruim no atendimento a um animal raramente virava processo. Isso mudou. O animal de estimação passou a ocupar um lugar afetivo comparável ao de um membro da família, e o tutor, hoje mais informado e com acesso fácil ao Judiciário, cobra da mesma forma que cobraria em qualquer relação de consumo.

O resultado é um cenário em que praticamente qualquer veterinário pode ser acionado ao longo da carreira. Uma complicação em cirurgia, um óbito inesperado, um diagnóstico que o tutor considera tardio — cada um desses eventos pode virar um pedido de indenização.

O ponto central é o mesmo que vale na área médica: ser processado não é o mesmo que ter errado. Boa parte das ações discute conduta, e muitas são julgadas improcedentes. Mas até chegar a essa conclusão, o profissional já enfrentou tempo de processo, honorários de advogado, perícia e desgaste. É esse custo — o de se defender, mesmo com razão — que o seguro de Responsabilidade Civil Profissional foi feito para absorver.

O tutor é consumidor: dano material e dano moral

Para entender a exposição do veterinário, é preciso entender como a lei enxerga o tutor. Na relação de atendimento, ele é consumidor, e o serviço veterinário se sujeita ao Código de Defesa do Consumidor. Isso tem duas consequências práticas.

A primeira é a natureza do dano. Quando um animal morre ou sofre uma sequela atribuída à conduta, o tutor pode pleitear:

  • Dano material. O valor do próprio animal — especialmente relevante em animais de reprodução, competição ou raça —, além de despesas com o tratamento, com um novo procedimento ou com cuidados adicionais.
  • Dano moral. A reparação pelo sofrimento decorrente da perda ou do sofrimento do animal. A jurisprudência brasileira tem, de forma crescente, reconhecido esse dano justamente por causa do vínculo afetivo, deixando de tratar o animal como simples objeto.

É essa segunda parcela que mais mudou o tamanho das ações veterinárias. O dano moral não depende do valor de mercado do animal — um cão sem valor comercial expressivo pode gerar uma condenação relevante pelo abalo ao tutor. Por isso a apólice precisa contemplar o dano moral ao tutor de forma expressa, e não apenas o dano material.

A segunda consequência é probatória, e é sobre isso o próximo tópico.

Obrigação de meio, não de resultado

Um conceito jurídico define boa parte da exposição do veterinário. Em regra, a medicina veterinária é uma obrigação de meio: o profissional se compromete a empregar a melhor técnica disponível, com diligência, mas não pode garantir a cura ou a sobrevivência do animal. A biologia impõe limites que nenhuma técnica supera.

Na prática, isso significa que, para responsabilizar o veterinário, é preciso demonstrar culpa — imprudência, negligência ou imperícia. Não basta o mau resultado. É uma diferença decisiva em relação, por exemplo, a serviços em que se promete um resultado específico, nos quais a simples ausência do efeito já basta para presumir a falha.

Essa lógica coloca a defesa técnica no centro de tudo. Demonstrar que a conduta seguiu a boa prática veterinária — com exames adequados, decisão fundamentada e registro contemporâneo ao atendimento — é o que separa a absolvição da condenação. O seguro de RC Profissional custeia essa defesa desde a reclamação e responde pela indenização quando ela for efetivamente devida.

Vale um alerta: a lógica da obrigação de meio protege o profissional, mas não é automática. Ela depende de o veterinário conseguir comprovar a diligência — e é aí que o prontuário e o consentimento entram, mais adiante neste guia.

Cível, ética e criminal: três esferas distintas

Um mesmo fato pode gerar três frentes independentes, que correm separadas e podem ter desfechos diferentes:

  • Cível. A ação de indenização movida pelo tutor. É a que costuma envolver os maiores valores e atingir o patrimônio.
  • Ética-profissional. O processo no CRMV, que pode aplicar sanções administrativas ao profissional (advertência, censura, suspensão do exercício).
  • Criminal. Cabível apenas em situações específicas, como maus-tratos.

O seguro de RC atua sobre a esfera cível — a que mais frequentemente compromete o patrimônio. Algumas apólices oferecem suporte a despesas de defesa em frentes correlatas conforme as condições, mas penalidades pessoais e sanções do conselho não são seguráveis. Entender essa divisão é o que permite ter expectativas corretas sobre o que a apólice faz e o que não faz.

Como funciona a apólice: base de reclamações e retroatividade

A RC Profissional, inclusive a veterinária, é comercializada no Brasil, em regra, à base de reclamações (o modelo claims-made). Entender essa lógica evita a maior armadilha do produto.

Numa apólice à base de reclamações, o que dispara a cobertura não é apenas a data do atendimento, mas o momento em que a reclamação é apresentada contra você. Para a apólice responder, dois pontos precisam coincidir:

  • A reclamação chega durante a vigência da apólice (ou no prazo de reporte previsto).
  • O fato gerador ocorreu após a data de retroatividade contratada.

Isso é diferente do modelo à base de ocorrências, em que basta o fato ter acontecido durante a vigência. Como uma ação veterinária pode nascer tempo depois do atendimento, dois elementos se tornam decisivos.

Data de retroatividade

A retroatividade é a data a partir da qual os fatos passam a estar cobertos. Quanto mais para trás ela alcança, mais o seu passado profissional fica protegido. Ao contratar o primeiro seguro, o ideal é buscar retroatividade que cubra o tempo de atuação; ao trocar de seguradora, o cuidado é preservar a data já conquistada — perder essa data abre um buraco no histórico. Explicamos o mecanismo em detalhe no guia sobre retroatividade no seguro de RC.

Prazo de reporte estendido (tail)

Quando a apólice termina — porque você trocou de seguradora, reduziu a atividade ou encerrou a atuação —, ainda podem surgir reclamações sobre atendimentos passados. Para isso existe o prazo de reporte estendido, o chamado tail: um prazo complementar, em geral automático e mais curto, e um suplementar, contratado à parte e mais longo. Ele é o que evita ficar descoberto justamente numa transição.

Riscos por frente de atuação

O seguro não é igual para todos porque o risco não é. A GVM dimensiona a apólice à sua área real de atuação.

  • Clínica de pequenos animais. Alto volume de consultas, diagnósticos e prescrições. O risco mais comum é a alegação de erro ou atraso no diagnóstico, ou de falha no tratamento.
  • Cirurgia. Procedimentos invasivos concentram complicações e pedidos de indenização de valor mais elevado. Clareza sobre o rol de procedimentos e um limite adequado são o centro da conversa.
  • Anestesia e sedação. Eventos de rápida evolução e alta gravidade, em que o desfecho pode ser o óbito. Merecem atenção específica no desenho da cobertura.
  • Grandes animais e atuação de campo. Equinos, bovinos e animais de produção envolvem valor patrimonial elevado e atendimento fora de estrutura fixa. A exposição é distinta e precisa ser declarada.
  • Animais exóticos e silvestres. Espécies de manejo delicado, com menor margem técnica e maior imprevisibilidade.
  • Animais de reprodução ou competição. O valor econômico do animal eleva o dano material a patamares altos, o que puxa o limite de indenização para cima.

Cada frente puxa o desenho da apólice para um lado — e é por isso que uma cotação bem feita começa por entender exatamente o que você faz. Se você atende em mais de uma frente, todas precisam constar na declaração de atividade.

Prontuário e termo de consentimento: a base da defesa

Na prática, o que decide boa parte das ações veterinárias não é apenas o mérito da conduta, mas a qualidade do registro. Como a responsabilidade é apurada por culpa e o ônus de comprovar a diligência com frequência recai sobre o próprio profissional, o prontuário costuma ser o documento que carrega esse peso.

Um prontuário completo, legível e contemporâneo ao atendimento é a evidência de que a boa técnica foi empregada: a queixa, o exame, os exames complementares, a hipótese diagnóstica, a conduta e a evolução. Sem esse registro, mesmo uma conduta correta fica difícil de sustentar em juízo.

O termo de consentimento informado cumpre papel parecido. Ele documenta que o tutor foi esclarecido sobre riscos, alternativas e possíveis complicações antes de um procedimento ou anestesia. Um consentimento bem feito não isenta o profissional de responder por um erro efetivo, mas comprova que o risco assumido foi devidamente comunicado — o que enfraquece uma das alegações mais frequentes, a de falha no dever de informação.

Para o seguro, esses documentos importam por dois motivos. Primeiro, porque a defesa custeada pela apólice se apoia neles para reverter a acusação. Segundo, porque uma boa disciplina de registro tende a reduzir a frequência e a severidade dos sinistros ao longo do tempo. Orientar essa rotina faz parte do acompanhamento consultivo da GVM.

RC do profissional x seguro da clínica ou pet shop

É comum o veterinário presumir que, atendendo numa clínica, já está protegido. Na maioria das vezes, não está — pelo menos não como pessoa.

A apólice do estabelecimento foi contratada para proteger o estabelecimento. Numa ação, porém, o tutor costuma citar nominalmente o veterinário que assinou a conduta, como corresponsável. Nesse cenário:

  • A cobertura da clínica pode não responder pela sua defesa individual, ou responder de forma limitada.
  • Pode haver conflito de interesses entre a defesa da clínica e a sua.
  • A proteção acaba quando o vínculo acaba — troca de emprego, fim do plantão, encerramento do contrato.

O seguro próprio resolve isso porque acompanha o profissional, e não o emprego. Ele vale onde você atende e mantém a sua defesa alinhada aos seus interesses.

Do outro lado, se você é dono ou responsável por uma estrutura, a RC pessoal não substitui o seguro do negócio. O seguro para clínicas veterinárias cuida do patrimônio, dos equipamentos, da responsabilidade civil do estabelecimento e da guarda de animais sob internação. Os dois programas são complementares: um protege quem atende, o outro protege o lugar onde se atende. Essa lógica é a mesma que estrutura a proteção de outros profissionais da saúde — como no seguro de RC para médicos — e de qualquer atividade com exposição a terceiros, endereçada pela responsabilidade civil geral.

O que a apólice cobre — e o que não cobre

De forma geral, e sempre conforme as condições contratadas, a RC Profissional veterinária cobre:

  • Indenizações ao tutor por danos decorrentes de erro ou omissão profissional.
  • Custos de defesa: honorários, perícia e custas em ações cíveis, acionados pela reclamação.
  • Dano moral ao tutor pela perda ou pelo sofrimento do animal.
  • Atuação cirúrgica e anestésica declarada na apólice.
  • Fatos anteriores ao início da apólice, respeitada a data de retroatividade.

E, em regra, não cobre:

  • Atos dolosos (intenção de causar dano).
  • Procedimentos fora da sua habilitação ou do escopo declarado.
  • Multas e penalidades administrativas do CRMV, que são pessoais e não seguráveis.
  • Reclamações e circunstâncias já conhecidas antes da contratação.
  • Fatos geradores anteriores à data de retroatividade.

A leitura correta das exclusões é parte do trabalho da corretora. Muita frustração no sinistro nasce de uma atividade mal declarada — um veterinário que faz cirurgia e não a informa, por exemplo, pode se ver sem cobertura justamente onde o risco é maior. É isso que evitamos na largada.

O que move o preço

Não há tabela única. O prêmio nasce do seu risco, e os principais fatores são:

  • Tipo de atividade: consulta, cirurgia, anestesia e internação pesam de formas diferentes. Quanto mais invasivo, maior a exposição.
  • Valor e porte dos animais: atender animais de alto valor eleva o dano material potencial e o prêmio.
  • Limite de indenização (LMI): o teto por sinistro; quanto maior a proteção, maior o prêmio. Dimensionamos ao seu risco real.
  • Retroatividade: cobrir mais tempo de passado amplia a proteção e influencia o cálculo.

O princípio não muda: valor justo é o que reflete o seu risco real, nem mais, nem menos. Por isso a cotação começa por uma conversa sobre a sua rotina, e não por um número pronto. Veterinários que também querem proteger a própria renda em caso de afastamento costumam avaliar, em paralelo, coberturas pessoais — algo que orientamos na área para profissionais.

Vamos desenhar a sua proteção

Cada veterinário tem um risco diferente, e a apólice certa é a que reflete a sua frente de atuação, o perfil dos animais que você atende e o seu histórico — com a retroatividade e o limite dimensionados ao seu caso. É exatamente isso que a GVM faz: entende o seu perfil, compara as principais seguradoras e estrutura a cobertura que protege a sua carreira e o seu patrimônio, sem cobertura genérica e sem letras miúdas que só aparecem no sinistro.

Se você é médico-veterinário e quer entender qual proteção faz sentido para a sua realidade, fale com a GVM. A cotação é gratuita e sem compromisso — e conhecer as opções antes de precisar é sempre a decisão mais barata.

Foco no profissional

Protegemos o veterinário individualmente e dimensionamos a apólice ao seu risco específico, não a uma cobertura genérica.

Atenção ao dano moral

Estruturamos a apólice considerando a valorização do vínculo com o animal e o crescimento das ações por dano moral do tutor.

Defesa custeada desde a reclamação

Os custos de defesa são acionados pela reclamação, independentemente de a ação ser procedente.

Ao seu lado no sinistro

Orientamos o acionamento e acompanhamos você no momento em que o seguro mais importa.

Perguntas frequentes

Tudo o que você precisa saber

O veterinário precisa de seguro de responsabilidade civil?

É altamente recomendável. As ações por erro veterinário cresceram com a valorização do vínculo entre tutor e animal, e o seguro custeia a defesa e a eventual indenização — inclusive por dano moral —, protegendo o patrimônio pessoal do profissional.

O seguro cobre o óbito de um animal?

Pode cobrir a responsabilização por óbito atribuído à conduta do profissional, incluindo o dano material (o valor do animal e despesas correlatas) e o dano moral ao tutor pela perda, conforme os limites e as condições contratadas.

O dano moral do tutor está coberto?

Sim, conforme as condições contratadas. Como o tutor é consumidor e a jurisprudência tem reconhecido o dano moral pela perda ou sofrimento do animal, essa é uma parcela relevante das ações — e a apólice deve contemplá-la expressamente.

Cobre cirurgia e anestesia veterinária?

Sim. A atuação cirúrgica e anestésica pode ser contemplada, desde que declarada na apólice. A anestesia, por envolver eventos de rápida evolução, merece atenção especial no desenho da cobertura. A GVM ajusta ao seu escopo real.

O seguro paga a defesa mesmo em ação improcedente?

Sim. Os custos de defesa são acionados pela existência da reclamação, independentemente de procedência — e é justamente nas ações improcedentes que esse benefício mais se prova, já que a defesa sairia do seu bolso.

A responsabilidade do veterinário é obrigação de meio ou de resultado?

Em regra, é obrigação de meio: o profissional se compromete a empregar a melhor técnica, não a garantir a cura. Para responsabilizá-lo, é preciso demonstrar culpa (imprudência, negligência ou imperícia). Isso torna a defesa técnica e o bom registro em prontuário decisivos.

Qual a diferença entre este seguro e o seguro da clínica veterinária?

Este protege o profissional (RC do veterinário), que é citado individualmente nas ações. O seguro da clínica é mais amplo — patrimônio, equipamentos, RC do estabelecimento e guarda de animais. Os dois se complementam: veja o seguro para clínicas veterinárias e pet shops.

Já tenho a cobertura da clínica onde atendo. Preciso de seguro próprio?

Pode ser recomendável. A apólice do estabelecimento protege o estabelecimento e nem sempre o profissional individualmente — que pode ser nomeado na ação. Além disso, essa proteção termina quando o vínculo termina. A cobertura própria acompanha o veterinário, não o emprego.

Veterinário de grandes animais e de campo está coberto?

Sim, declarando a atuação. A GVM ajusta a apólice à clínica de pequenos animais, grandes animais, atendimento de campo, exóticos ou domiciliar. O importante é descrever corretamente onde e como você exerce.

O que é a cobertura retroativa e por que importa?

É a proteção para fatos geradores ocorridos antes do início da apólice, desde que a reclamação surja durante a vigência. Como ações veterinárias podem chegar tempo depois do atendimento, uma retroatividade que alcance o seu histórico é decisiva — e, ao trocar de seguradora, preservar essa data evita uma lacuna.

Atendo animais de alto valor (reprodução ou competição). Como isso afeta o seguro?

Eleva a exposição patrimonial, porque o dano material pode ser expressivo. Nesses casos, o limite de indenização precisa ser dimensionado ao valor dos animais sob os seus cuidados. A GVM ajusta o LMI ao seu perfil de pacientes.

O seguro me defende no processo ético do CRMV ou no criminal?

O foco do seguro é a responsabilidade civil (a indenização ao tutor). O processo ético no conselho e o eventual criminal são esferas distintas e independentes. Multas e penalidades pessoais do CRMV não são seguráveis — a GVM verifica o escopo de cada apólice caso a caso.

Sou recém-formado e atendo pouco. Vale a pena?

Sim. O risco existe desde o primeiro atendimento, e o custo para quem inicia costuma ser proporcionalmente baixo. Contratar cedo é a forma mais barata de proteger a carreira e de começar a construir a retroatividade desde o início da atuação.

Como contrato com a GVM?

Você fala com a gente pelo WhatsApp, telefone ou formulário, descreve a sua rotina e o perfil de atuação, e nós cotamos com as principais seguradoras e apresentamos a melhor opção. Sem compromisso.

Atendem veterinários em todo o Brasil?

Sim. A GVM atende médicos-veterinários em todo o território nacional, estruturando a apólice conforme a frente de atuação de cada profissional.

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